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[Resenha] A cura real está no imaginário.

Nota do resenhista: “Chris se permitiu pensar por um momento nas implicações do que Becky estava dizendo. Ela o estava convidando a viajar junto para outro universo. Parecia ridículo se pensado desse modo, mas não havia uma parte dele que estava secretamente ansiando por esse convite desde o momento em que Becky mencionou suas viagens para lá? Magia é apenas a ciência que nós ainda não entendemos. Chris não conseguia se lembrar de quem havia dito isso, mas ele nunca tinha sido o tipo de pessoa que acreditava que as leis da física eram imutáveis. Ele sempre tinha considerado a possibilidade que descobertas extraordinárias – até mesmo mágicas – estavam ali por perto. Será que ele estava pronto para participar de uma?”



   Tempo: Para ler de pouco a pouco em intervalos durante a semana.

   Finalidade: Para viajar em um mundo imaginário e derramar algumas lágrimas no final.

   Restrição: Para quem não gosta de fantasia e fortes emoções.

   Princípios ativos: Família, separação, câncer, fantasia, drama.


“A Menina que Semeava”, por Lou Aronica.

Chris é um homem maduro, um excelente botânico e um ótimo pai para sua filha Becky, uma adolescente de 14 anos que, além de todos os problemas que um adolescente normal enfrenta, ainda tem que lidar com a difícil separação dos pais. Polly, sua mãe, é extremamente rígida e intolerável quando o assunto envolve Chris, seu ex-marido, e, sobretudo, aquela “história fantasiosa de Tamarisk”.

Tamarisk foi ideia de Chris num dos momentos mais difíceis da família e se tornou o seu refúgio quando Becky teve leucemia aos cinco anos. Criar histórias sobre um mundo imaginário com a filha todas as noites antes de dormir foi à maneira encontrada pelo pai para tentar amenizar os sofrimentos do tratamento. Mas Becky agora cresceu e criar histórias sobre um mundo imaginário virou coisa de criança.

O relacionamento entre Becky e o pai não é dos melhores desde a separação e as visitas semanais ao apartamento dele têm sido cada vez mais monótonas. Porém, uma incrível descoberta pode mudar tudo.

“- Pai, você não vai acreditar nisso: Tamarisk é real.”

Sem qualquer intenção, Becky se vê dentro daquele mundo imaginário que ela mesma ajudou a criar, podendo ver, sentir e ouvir tudo aquilo que a pouco, para ela, não passava de imaginação. Durante as visitas semanais a Tamarisk Becky encontra uma grande amiga, Miea, uma jovem princesa que se vê obrigada a assumir um reino cheio de problemas diplomáticos e ameaçado por uma praga que está devastando rapidamente toda a vegetação. Como se não bastasse, o câncer de Becky voltou ainda mais agressivo, restando-lhe apenas mais alguns dias de vida.

Miea precisa da cura para salvar seu reino. Becky precisa salvar a própria vida. Alguém terá que se sacrificar pelo bem do outro. Uma história sobre amor incondicional, superação, determinação e imaginação sem limites, que faz você refletir sobre os poderes da mente e da fantasia. Será mesmo que as histórias acabam após a última página do livro?

“A imaginação cria coisas infinitas.”

Resenhado por [Rafael Duarte].

415 páginas, Editora Novo Conceito, publicado em 2013.
*Título original: Blue.

Comentários

  1. Erik Alexsander Nogueira disse:

    Caramba! Quando eu vi o livro e o título, achava que se tratava de um romance… mas vejo que me enganei!! Fique com muita vontade de ler!! De verdade! Adorei a resenha, Parabéns! :D

  2. Resenha muito boa.
    Fiquei curioso para ler o livro, mesmo não sendo o meu gênero favorito.

    Abraço!

  3. Déborah disse:

    Esse é o tipo de resenha que faz você querer ler um livro que você não tinha vontade de ler. Muuuito boa a resenha!

  4. Lucivania disse:

    Já com a sinopse do livro imaginei o quanto poderia ser sensível toda a trama. Não estava errada, fiquei ainda mais interessada em ler.

  5. Pedro Martins disse:

    Fiquei super interessado em ler, esta na minha lista!

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