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[Resenha] O Dom

Nota do resenhista: Com uma Nova Ordem ainda mais brutal e O Único ainda mais disposto a realizar tudo para alcançar seus objetivos, “O Dom” parece ter uma história incrível, mas não é realmente assim.

“Achava que a Nova Ordem tinha banido toda a forma de arte, mas estava errada: a fina arte da tortura humana está viva aqui e passa bem.”




   Tempo: Para ler de um tiro só no fim de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição:  Para quem não gosta de perder tempo com narrativas que se enrolam.

   Princípios ativos: Fantasia, Bruxos, Magia, Aventura e Mistério.


O Dom, por James Patterson e Ned Rust

Na continuação da série “Bruxos e Bruxas”, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, continuam fugindo da perseguição do Único que é Único e do regime totalitário e brutal denominado Nova Ordem, que oprime a música, a internet, os livros, a arte ou a beleza. Agora, além de eles estarem sem Margô e Célia, estão também sem nenhuma informação do paradeiro de seus pais, que a essa altura provavelmente já estão mortos.
O livro se inicia, assim como o anterior, com uma cena bem impactante, uma execução. Logo eu já previa que me interessaria e gostaria de “O Dom”, ao contrário do que aconteceu em “Bruxos e Bruxas”. Nessa continuação Whit e Wisty já sabem controlar melhor os seus poderes. O Único está atrás de um Dom que Wisty possui, e ele irá fazer de tudo para consegui-lo.
Porém, toda essa ansiedade e pensamento de que eu iria gostar do livro foi embora nas próximas páginas. Eu me enganei, a história realmente não evolui nada. Primeiramente, um ponto que me indignou muito foi o fato dos irmãos aceitarem a sua magia muito facilmente, o que acontece no primeiro volume também. Ficou artificial. Explicando melhor: os acontecimentos mágicos acontecem simplesmente do nada, sem nenhum dos dois realizar algo, e eles aceitam. Então, para um fã de histórias de magia, isso com certeza prejudica muito a história.

“Damos saltos cada vez maiores e mais altos, até termos penas e patas. Somos parte leão, parte pássaro… nos transformamos num grifo.”

É bem difícil dizer o porquê de eu não ter gostado de “O Dom”, simplesmente não senti nada ao terminar de lê-lo, como se esse não fosse fazer falta quando eu ler o terceiro da série, pois em minha opinião a narrativa se enrola, não acontece nada de mais. “Bruxos e Bruxas” ainda tinha uma premissa legal, e apesar de não ser bem construído, a história não andou em círculos.
Nessa obra, James Patterson não escreve mais com Gabrielle Charbonet e sim com Ned Rust. O motivo da troca eu não sei, mas a estrutura da narrativa se mantém em pequenos capítulos narrados alternadamente pelos irmãos em 1ª pessoa.
Os personagens não evoluíram, continuam com as mesmas piadinhas sem graça e às vezes são irritantes.

“- Vou virar tendência. Isso aqui, mano, é estilo “Resistência Chique”. Com certeza vai pegar.
Whit dá uma risadinha. Não espero que ele me entenda, pois ele gosta de meninas cheias de curvas e cabelos de princesa.”

Quanto à edição feita pela Editora Novo Conceito, ela se mantém a mesma, fantástica! A capa é emborrachada, com o título metalizado e a palavra D em alto relevo. As páginas são produzidas em papel pólen e possuem uma tipografia altamente agradável de ler, com fonte tamanho 12 e espaçamento duplo.
Mesmo não tendo gostado desse livro, pretendo ler os próximos e resenhá-los, pois, apesar de não ter muita esperança de melhorias significativas, estou curioso para saber o final da história!
Vocês já leram algum dos livros da série? Gostaram? Deixe nos comentários para que possamos discutir sobre isso!

Resenhado por Pedro Martins.

285 páginas, Editora Novo Conceito, publicado no ano de 2013.
*Título Original: The Gift.

Comentários

  1. João Pedro disse:

    em minha opinião o livro é bom,não é excelente,mais sim bom.O livro traz um assunto bem legal.Imaginem se hoje em dia tivessemos todo os tipos de comunicação,arte,cultura e comunicação social mudada,praticamente tirada de nós,o livro recebe criticas ruins pelo fato de ser um livro menos explicativo e sim relativo,as criticas pela acietação dos irmãos a serem bruxos na verdade não é pra ser considerada ruim,pois é explicado que quando crianças eles aprendiam coisas desse tipo,é como ver um filme de terror que voce ja viu,voce ja sabe as cenas em que vai levar susto então não leva,o livro é perfeito para quem esta começando a se intereçar pela leitura.Um livro pequeno,rapida leitura…
    Obs: quem leu HP irá estranhar mesmo a aceitação dos irmãos mais como eu disse eles foram educados de uma forma Bruxa desde pequenos e não sabiam que aquilo era BRUXARIA! claro que a forma como a whity fala as vezes é infantil mais ela é como essas meninas que pintam o cabelo de varias cores e falam de um jeito fofo!!!
    dou 4 estrelas…

  2. Thayná disse:

    Ainda não conclui a leitura do segundo volume da série por falta de animo, mas estou pra lá da metade e posso afirmar: não aconteceu nada até agora, só enrolação. Imagina só: o primeiro livro começa com uma execução, aí a história volta. Legal. Você imagina que vai acabar com a tal execução, eles vão escapar ou qualquer coisa do tipo. Acaba com a execução, mas sem acontecer nada (não fogem, não morrem, só fica na mesma). Ok… No outro livro, vc espera que eles comecem por ai, mas não, volta de novo. Dels. Haja saco. Fora as piadas sem graça. A infantilidade e falta de personalidade dos irmãos torna o livro ruim, transforma uma ideia que poderia ser fantástica, em lixo. A temática é ótima, mas faltou um personagem que leve o livro para frente, que o leitor não só se identifique, mas admire. Nem mesmo os personagens secundários se salvam. Realmente não sei se consigo ler o restante da série. Também achei o trabalho da editora fantástico, valorizou demais o livro e muita gente (eu) se interessou por causa capa.

  3. thais disse:

    oi, eu amei o 1° livro, tanto é que eu li ele em três dias, nos horários que tinha disponibilidade, o 2° é bom também, mas não como o 1°, gostaria de saber quando que vai sair o 3° e o 4° livro da série (o Fogo e o Beijo).

    • Pedro Martins disse:

      Olá Thais, pelos comentários vi que as opiniões sobre a obra são bem divergentes mesmo. Quanto a data de lançamento dos outros livros da série, nós, como parceiros da editora responsável pela publicação no Brasil, sempre recebemos avisos e fazemos posts aqui no blog. Até agora nada foi anunciado!

  4. Thalita Ribeiro disse:

    Eu amei, acho que a crítica que tentan encontrar é por que ñ paree Harry Potter ou outros tipos de bruxos do qual estamos acostumados.
    Se trata de ir na esquina e encontrar um bruxo. Nossa atualidade passando por uma remontagem da qual os jovens tem que lutar por suas vidas e de como querem viver, finalmente ir atrás do que realmente importa, segurança, família, amigos, liberdade de expressão e etc…
    Vai chegar um tempo em que o nosso vai ser basicamente isso, nó os jovens seremos perseguidos pq somos fortes e lutamis pelo oque queremos, e a “Nova Ordem” mundial ñ quer o poder do mundo mãos de crianças. A aceitação deles foi normal, tipo, oque vc faria hj em dia se descobrisse ser um bruxo(a)?
    No começo sua cabeça ia girar de perguntas mas vc ia achar super legal e querer explorar esse seu lado.
    Eles são o tipo de bruxos que nós seriamos no lugar deles. Adolecentes normais com incríveis poderes.
    Apenas isso!
    Então parem de ver erros aonde ñ tem.

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