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Como sobreviver quando sua vida não é sua

Um governo autoritário que controla a população através de hipnose por ondas eletromagnéticas, onde uma pequena parte rebelde se levanta contra a dominação desonesta. E uma bela mulher que luta ao lado dos rebeldes. Uma distopia repleta de traições, manipulações e ótimas cenas de ação, que farão você questionar quem está do lado do “bem” e quem está do lado do “mal”.

Leia a resenha de Desi Gusson sobre o intrigante primeiro livro da série Blindfolded e não deixe de dar sua opinião!

“Blindfolded – Livro 1: Reação”, de J. Marins

Tempo: para ler de um tiro só no fim de semana.
Finalidade: para pensar.
Restrição: para quem não gosta de coisas moderninhas.
Princípios ativos: Distopia, Teoria da Conspiração, Ação, Intrigas, Jogos Políticos.

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Eu meio que tenho uma queda por teorias da conspiração, tá, meio é ser gentil, eu me amarro numa estória bem louca que aponta para a dominação das massas por meios escusos, geralmente arquitetados por governos ou empresas importantes.

Também olho para celulares com desconfiança e acredito que as redes sociais estão aí pra nos espionar e juntar informações para um grande, grande plano. A maioria das pessoas vê essas ideais como loucura, mas justamente é essa a genialidade da coisa! Ninguém suspeitar que está sendo dominado… Blindfolded vai mais longe, para a história nem em 2013 estamos, só acreditamos estar.

O Governo Mundial calibra nossas mentes com informações necessárias para vivermos conforme seu plano, em seu tempo, sem falhas.Até a guerra com rebeldes da Cidade da Liberdade é mascarada como ataques terroristas no Oriente Médio. Poucas pessoas obtém uma quantidade de livre arbítrio suficiente para poder criar coisas novas, e menos pessoas ainda recebem informações para poder controlar a grande massa. 

No momento em que li isso me peguei pensando em como essas pessoas privilegiadas se sentiam sabendo da verdade, ou parte dela. Além de mentirem para basicamente todo mundo, como não ficar paranoico ao, de repente, ser cortado da lista vip?

O que me faz lembrar de toda a arquitetura política, de não saber quem é mocinho e quem é bandido, da facilidade que o autor me fez mudar de opinião constantemente sobre as intenções de praticamente todos os personagens e em como tudo isso me obrigou a chegar o mais rápido possível no final. Porém nem tudo na vida são flores com mensagens subliminares!

Ler repetidas vezes sobre o corpo escultural de Brenda na-mesma-página-por-todas-as-páginas-no-livro-inteiro cansa demais, a não ser que você seja um homem e necessariamente tenha a mentalidade de uma colher de chá. Confesso que meus neurônios sobrecarregados me ajudaram selecionando e apagando essas partes depois de um tempo, para que eu pelo menos conseguisse continuar a leitura, mas ainda acho uma falta grave. Ouvir falar tanto dos glúteos firmes, das pernas poderosas, da silhueta esbelta e da perfeição da ‘comissão de frente’ não contribuiu em nada para mudar minha cara de paisagem toda vez que o nome Brenda era mencionado. É, foi crítico assim. Mas vamos que vamos!

Distopia inteligente e ousada, Blindfolded surpreendeu. Mesmo se deixássemos de lado o restante do livro, só esse enredo já é o suficiente para te fazer pensar e se a sua mente não fosse sua? Como se libertar? Se pudesse se libertar, você iria?

Resenhado por Desi Gusson

248 páginas, Editora Novo Século, 2012 – Brasil (Nacional)

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