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Dia dos namorados Potterish

O dia dos namorados é uma data especial para muita gente. Comemorado no dia 14 de fevereiro em alguns países pelo mundo, como nos EUA e Inglaterra, celebra-se a união amorosa entre casais. O que muitos desconhecem é que essa data remonta a um dia de jejum em homenagem a São Valentim.

Na Idade Média, o imperador Cláudio II proibiu o casamento durante as guerras por acreditar que os homens solteiros eram melhores combatentes. O bispo Valentim lutou contra estas ordens e desafiou o imperador, pois continuou celebrando casamentos e até mesmo se casou. Após descoberto, foi preso e condenando a morte. Enquanto aguardava a execução de sua sentença na prisão, o bispo se apaixonou por uma jovem cega e milagrosamente lhe devolveu a visão. Antes de ser executado, ele escreveu para ela um cartão de adeus, assinando como “De seu Valentm.”

No dia 14 de fevereiro, o bispo morre e se transforma em mártir. Essa data também marca a véspera das celebrações da lupercais, festas “pagãs” anuais da Roma antiga que homenageavam Juno, esposa de Júpiter e deusa do matrimônio, e Pan, deus da natureza. No século XVIII, a data foi adotada como dia dos namorados nos EUA.

No Brasil, o dia dos namorados é comemorado dia 12 de junho por ser véspera do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro. Alguns dizem que essa data foi criada pelo comerciante João Dória, que trouxe a idéia da Europa para alavancar as vendas do comércio em junho, mês que não tinha nenhuma data comemorativa. Assim, o objetivo do comerciante funcionou (o comércio arrecada mesmo muito dinheiro com as vendas de bombons, flores e cartões).

Brincadeiras a parte, o dia dos namorados é um dia especial. Para os comprometidos significa ganhar presente e se divertir com a pessoa amada. Para os solteiros… bom, aí o que vale é se deliciar com romances e histórias onde beijos, abraços e o amor façam toda a confusão de estar junto valer a pena. A literatura está lotada de casais apaixonantes, que nos fazem querer entrar na história só para vivermos e experimentarmos os mesmos sentimentos. Nós rimos, choramos, nos sentimos frustrados, tal é o poder de algumas histórias. Desde os clássicos até os romances atuais, os escritores sempre souberam explorar a fórmula do romance de forma muito boa. Esse é um tipo de leitura que varia muito de acordo com o gosto de cada pessoa.

Orgulho e Preconceito, Jane Eyre

 Para quem gosta de clássicos, temos Elizabeth Bennet e Mr. Darcy. Os protagonistas de Orgulho e Preconceito (que completa 200 anos de publicação em 2013) da escritora inglesa Jane Austen fazem sucesso até hoje. Que mulher, no lugar de Elizabeth, rejeitaria uma proposta de casamento de um homem considerado um excelente partido, mesmo que o pedido fosse feito da pior maneira possível? Isso tudo se considerando a época, foi a pior coisa que Elizabeth fez, já que as mulheres no período regencial inglês tinham poucas opções e uma delas não era ser herdeira de seu pai.

Outro clássico inglês de muito sucesso é Jane Eyre, de Charlotte Brontë, A protagonista se apaixona pelo seu patrão e ele por ela, mas o romance está fadado ao fracasso porque ele, Mr. Rochester, é casado. Mesmo com aquela sensação de que “ele a enganou”, não podemos não sentir pena do casal e aplaudir a força de caráter de Jane. E também não conseguimos ficar com raiva de Rochester (pelo menos eu não fiquei..)

Helena e Paris, Siegfried e Brunhild, Beren e Lúthien

A mitologia também apresenta belas histórias de romances. Desde o amor da bela rainha espartana pelo príncipe troiano que leva a uma guerra de 20 anos, passando pela história de Siegfried, um herói amaldiçoado, e a rainha Brunhild, até o romance encantador de uma elfa imortal por um homem mortal, Lúthien e Beren, cujos nomes até hoje são reverenciados, não somente pelos elfos, mas pelos fãs mais apaixonados de Tolkien. Ele, o autor que viveu uma bela história de amor digna de seus personagens.

O guarani

A literatura brasileira também não deixa a desejar nesse quesito. Quem não gosta do romance entre a menina Cecília e o índio Peri, de O Guarani? O índio que engloba todas as características do herói romântico, que ama a mocinha sem ser correspondido e que segue sendo seu protetor.

Contos de Meigan, Guardians, A última nota

Talentosos autores nacionais atuais não ficam atrás quando se trata deste gênero literário. No mundo paralelo descrito em Contos de Meigan, Maya tem várias preocupações e uma delas é a sobrevivência de seu guardião protetor. Em A última nota, a jovem violinista encontra o amor de sua vida através de sua maior paixão: a música. A série Guardians nos apresenta diversos romances, alguns não muito convencionais, mas mesmo assim apaixonantes.

E o que falar dos amores impossíveis, que povoam a literatura desde sempre. Desde Romeu e Julieta, os dois namorados infelizes de Verona, até os dois amantes desafortunados do Distrito Doze, de Jogos Vorazes, os leitores amam tais personagens porque fica fácil se identificar com eles. Talvez porque a simpatia que sentimos pelo amor malfadado desperta o nosso lado melhor, o da esperança de que tudo possa terminar bem. É o nosso costume esperar pelo final feliz tão comum nos contos de fadas, histórias que nos acostumaram a sempre esperar que tudo fique bem… Tal é poder da leitura. E do romance.

Então, para você que já experimentou uma bela paixão digna de romances, Feliz dia dos Namorados. E para quem está sem companhia, delicie-se com um bom livro. Querer arranjar um desses heróis ou heroínas para si mesmos não tem problema nenhum, afinal sonhar faz bem.

 Escrito por Natallie Alcantara
Colaboração: Brener Nogueira, Jonathan Teles e Mariana Arantes

Especial Valentine’s Day – Casais literários

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