search
top

[Resenha] Bruxos e Bruxas

Nota do resenhista: [rating=3]Como a própria premissa diz, apesar de parecer o século 17, não é. É o governo da Nova Ordem, no qual você é retirado de sua casa, preso e acusado de bruxaria.

Bruxos e Bruxas é um romance com uma mitologia de fato muito boa, mas com uma construção um tanto inadequada.



   Tempo: Para ler de um tiro só no final de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição: Para quem não gosta de coisas moderninhas.

   Princípios ativos: Fantasia, Bruxos, Magia, Aventura e Mistério.


Bruxos e Bruxas, por James Patterson e Gabrielle Charbonet.

Whitford e Wisteria são irmãos, que brigam como outros quaisquer, mas que no fundo se amam. Inesperadamente, em uma noite qualquer, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, têm sua residência invadida por soldados do grupo denominado Nova Ordem, que assumiu o controle político recentemente. O pesadelo só estava começando. As centenas de soldados da N.O. sequestram os irmãos e os levam para um reformatório, que posteriormente Whit percebe ser na verdade um antigo hospital psiquiátrico.
O regime totalitarista Nova Ordem é regido por um bruxo que odeia os seus iguais, chamado “O Único que é Único”. Nesse regime existem pessoas denominadas “Únicas” para comandarem cada área governamental, como “O Único que Julga” ou “O Único que Faz”. O regime também oprime a música, a internet, os livros, a arte ou a beleza.
Whit, o até então jovem de 17 anos super popular dentro da escola, juntamente com sua irmã Wisty, de 15 anos, ficam se perguntando o que fizeram de tão errado para tudo aquilo. A acusação é simples e única: bruxaria.
Os irmãos ficam abismados com a acusação, pois eles próprios não sabiam que eram bruxos, mas essa idéia logo é dissolvida. Na prisão, coisas estranhas começam a acontecer: a irmã mais nova, Wisty, entra em combustão diversas vezes, brilha e até mesmo flutua durante o sono, já Whit, o irmão mais velho, consegue se comunicar com os “Meia-Luzes” – pessoas que já morreram.
A estória se inicia com uma cena de fato bem impactante e assustadora, a execução da família Allgood. A principio, o leitor não sabe quando isso aconteceu. O que o leva a ter mais interesse ainda pela trama.

Apesar de a premissa ser realmente interessante, o modo como o autor nos transmite a história – em pequenos capítulos narrados alternadamente pelos irmãos em 1º pessoa – não me agradou muito, pois não consegui me apegar aos personagens, esses em minha opinião não foram muito bem construídos e explorados, assim dizendo. O fato de os irmãos simplesmente aceitarem tão facilmente e rapidamente que são bruxos também me incomodou muito, pois isso quebrou totalmente a realidade da obra, apesar de ela ser fictícia.
Em contrapartida a tais aspectos, a edição produzida pela Editora Novo Conceito é simplesmente fantástica, desde sua capa – com efeitos em alto relevo e uma arte realmente bonita – até a composição das páginas – produzidas em papel pólen com uma tipografia altamente agradável de ler, com fonte tamanho 12 e espaçamento duplo. Algo que todos os bookaholics tanto prezam!
Mesmo com tantas características negativas, não vou negar que estou ansioso pela continuação, contudo, como o livro faz parte de uma série, prefiro acreditar que isso seja mais trabalhado nos próximos volumes!

Resenhado por Pedro Martins.

287 páginas, Editora Novo Conceito, publicado no ano de 2013.
*Título Original: Witch & Wizard.

top