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[Resenha] O Natal de Poirot – Agatha Christie

Nota do resenhista: [rating=4] “Um crime, vários suspeitos, um famoso detetive e uma revelação surpreendente. Componentes indispensáveis para um clássico romance policial, ainda mais sendo da Agatha Christie. Leia a resenha de Rodrigo Oliveira e conheça um pouco de mais uma obra com a assinatura da Rainha do Crime.”



   Tempo: Para ler de um tiro só no final de semana.;

   Finalidade: Para pensar;

   Restrição: Para  quem tem estômago sensível.;

   Princípios ativos:  Histórias de detetives, crime, investigação..


 O Natal de Poirot – Agatha Christie

Simeon Lee é um velho rico e poderoso, que se diverte em pisar nos outros, inclusive em seus próprios filhos. Com intenções nada boas, ele decide reunir seus familiares no Natal. Mas na véspera do grande dia, quando toda a família já se encontra na grande mansão do Sr. Lee, ouve-se, no andar de cima, um barulho de móveis sendo derrubados e, em seguida, um grito agonizante de arrepiar os pelos da nuca. Simeon Lee está morto, deitado em uma poça do seu próprio sangue, que escapou pela fenda que fora feita em sua garganta. Hercule Poirot, então, entra no caso, não encontrando, porém, uma atmosfera de tristeza entre os Lee, mas sim de suspeitas. Ao longo da investigação, ele descobre que todos tinham motivos para querer acabar com o velho tirano.

Li alguns livros da Agatha Christie, entre eles O Caso dos Dez Negrinhos, um dos livros mais vendidos de todos os tempos. Considero-o como sendo o ápice da carreira da Agatha e, consequentemente, eu sempre o comparo às outras obras dela. Ao ler O Natal de Poirot, acredito finalmente ter encontrado um livro que se aproxima um pouco da genialidade dessa obra prima.

O livro é clássico. Acontece um crime e existem inúmeros suspeitos. Um detetive sagaz entra no caso apenas como um auxiliar de outros que são realmente os responsáveis pela investigação. Quanto mais você lê, mais indecifrável vai ficando o mistério (eu mesmo nunca consegui ler um livro do tipo e acertar quem era o culpado). Então vem a cena mais esperada: a revelação! O grande momento em que todos ficam de boca aberta e pensam: “Como eu não pensei nisso antes?”. A Agatha é perita nisso.

O livro é antigo, entretanto a narração flui bem. A única coisa que pode desagradar alguém é o uso de expressões estrangeiras que, pelo menos na versão do meu exemplar, não possui tradução no rodapé.

Como o livro é um romance policial, não posso dar maiores detalhes sobre o enredo, mas tenho um último comentário a fazer: o final não me agradou muito. O(A) culpado(a), ao ter seu segredo revelado, confessou na frente de todos que as acusações eram verídicas. Fiquei com a sensação de que ele(a) poderia escapar em um julgamento, se não tivesse confessado na presença de tantas testemunhas.

Fica a recomendação desse livro que vai fazer você pensar como um verdadeiro detetive, como um verdadeiro Sherlock Holmes. Ou melhor, como um verdadeiro Hercule Poirot.

Resenhado por [Rodrigo Oliveira].

206 páginas, Editora Nova Fronteira, publicado em ano.

*Título original: Hercule Poirot’s Christmas.

 

 

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