Críticas à sociedade, uma mulher traumatizada, traída e cega de ódio, uma vingança, pistas erradas e um final que ninguém esperava. Esses temas podem já ser um clichê, mas como todos os livros de Sidney Sheldon, este também pega o leitor de surpresa. Nem tudo é o aquilo que aparenta ser.

Leia a resenha de Rodrigo Oliveira sobre O Plano Perfeito e não deixe de dar sua opinião sobre as questões impactantes que o livro aborda!

“O Plano Perfeito”, de Sidney Sheldon

Tempo: para ler de um tiro só no fim de semana.
Finalidade: para ficar na ponta da cadeira.
Restrição: para quem tem estômago sensível.
Princípios ativos: Vingança, Mistério, Traição, Política, Policial. 

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Leslie Stewart é uma mulher determinada, inteligente e linda. Quando criança, seu pai se  apaixonou por uma viúva e deixou Leslie e sua mãe. Leslie viu sua mãe definhar de tristeza, e resolveu que nunca um homem faria aquilo com ela. Mas ela acaba se apaixonando por Oliver Russel, um homem que anseia se tornar um influente político. Ela então é traída por Oliver, e seu único desejo a partir daquele momento é “fazê-lo desejar nunca ter nascido”.

Ao ler a sinopse, é possível se deduzir que o livro é apenas mais uma história comum que envolve amor, traição e vingança. Mas acabamos por descobrir que essa dedução não poderia estar mais errada, pois se existe uma palavra para definir O Plano Perfeito, essa palavra seria “surpreendente”.

O que mais me atrai nos livros do Sidney Sheldon são seus personagens extremamente reais, e nessa obra não foi diferente. Todos os personagens são muito bem trabalhados e por isso é dificílimo não nos envolvermos com eles. Sentimos pena, afeto e raiva. Ficamos curiosos sobre seu passado, apreensivos com seu futuro e admirados com suas atitudes. Além disso, personagens secundários, como Dana Evans e Peter Tager, findam ganhando bastante espaço na trama, tanto que os protagonistas podem terminar um pouco apagados na narrativa.

O ponto alto do livro é o final do capítulo vinte e um. Ao terminá-lo, é quase impossível não fazer uma pausa na leitura para exclamar “Uau!”. Esse é o momento em que o leitor que ainda não conhece Sidney Sheldon percebe o quanto ele é genial, e em que o leitor que já o conhece fica tão surpreso quanto uma criança que flagra o Papai Noel arrancando a barba e se transformando em seu avô.

A partir desse momento, creio que você não vai conseguir fazer uma pausa para comer antes de ler o resto do livro, pelo simples fato de que vai estar com a mente tão presa na história que não vai conseguir se concentrar em nada além disso e, consequentemente, vai acabar errando ao tentar enfiar a colher dentro da boca (exagero? Nem tanto). Então, se você curte um bom livro de suspense, O Plano Perfeito, de Sidney Sheldon, é indispensável em sua coleção.

Curiosidade: nunca li nenhum livro do Sidney Sheldon em que o Brasil não fosse mencionado de alguma forma.

  Resenhado por Rodrigo  Oliveira

301 páginas, Editora Record, 25ª edição – 2013.
Título original: The Best Laid Plans – 1997.

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