A perda de alguém que amamos desencadeia um vazio drástico em nossas vidas. É o tipo de sofrimento impensável que chega abalando os pilares de tudo que acreditávamos até então. Para uma jovem que ainda está descobrindo a si mesma, perder sua principal referência no mundo provoca uma explosão de conflitos internos e um caminho complicado para a descoberta do primeiro amor.

Leia a resenha de estreia de Mariana Arantes do livro O Céu Está em Todo Lugar, da romancista iniciante Jandy Nelson, e nos conte suas experiências de aprendizagem e amadurecimento em tempos difíceis nos comentários!

“O Céu Está em Todo Lugar”, de Jandy Nelson

Tempo: para ler de um tiro só no fim de semana.
Finalidade: para pensar.
Restrição: para quem tem dificuldade com pontos de vista alternativos.
Princípios ativos: Superação, Laços Fraternais, Amor, Descobertas, Adolescência.

 Lennie Walker é uma jovem de dezessete anos que gasta seu tempo de forma segura e feliz às sombras de sua irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre abruptamente, Lennie é catapultada para o centro do palco de sua própria vida – e, apesar de sua inexistente história com os meninos, inesperadamente se encontra lutando para manter dois em equilíbro. Toby era o namorado de Bailey, cujo sentimento de tristeza compartilha com Lennie. Joe é o garoto novo na cidade, com um sorriso quase mágico. Um garoto a tira da tristeza, o outro se consola com ela. Mas os dois não podem colidir sem que o mundo de Lennie exploda…

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Lennie está no Ensino Médio, toca clarineta, já leu O Morro dos Ventos Uivantes inúmeras vezes e acabou de perder a sua irmã mais velha.

É uma adolescente se redescobrindo, aprendendo a viver sem estar à sombra de Bailey, ela que era tão extrovertida, tão talentosa, de quem todos gostavam, agora se foi. Lennie não tem mais onde se segurar. E ao mesmo tempo precisa lidar com tanto sentimentos novos que surgem, como o garoto novo na banda da escola que é exageradamente lindo e a deixa sem ar, mas ela deveria estar de luto e não se apaixonando. E ainda tem o ex-namorado de Bailey que parece perseguí-la em todos os lugares e é a única pessoa que a faz se sentir menos triste, mas ao mesmo tempo totalmente culpada, pois como ela pode ter pensamentos íntimos com seu ex-cunhado quando o corpo de sua irmã ainda está esfriando?

Quase como uma necessidade, Lennie escreve poesias em todo canto, pode ser em um copo descartável, na carteira da escola ou no tronco de uma árvore. Suas poesias estão sempre espalhadas pela cidade, como se ela estivesse tentando distribuir pedaços de seu coração por onde passa. E por meio das poesias, que iniciam cada novo capítulo – com uma diagramação lindíssima – ficamos mais íntimos dela, de seus medos, seus amores e a saudade dilacerante da irmã que parece corroê-la por dentro.

Um livro para se ler suspirando, para se apaixonar, para entender que no amor não existe certo ou errado, é preciso senti-lo, é preciso deixá-lo acontecer. Descubra a beleza de uma melodia que é tocada com a alma, descubra um livro encantador.

Resenhado por Mariana Arantes

 

 

424 páginas, Editora Novo Conceito, publicado em 2011.

Título original: “The Sky Is Everywhere”. Publicado originalmente em 2010.

 

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