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[Resenha] Os cavaleiros de dragão

[Resenha] Os cavaleiros de dragão

Nota do resenhista: Um mundo habitado por elfos, anões, homens e outras criaturas, onde a magia tem um nome poderoso e os dragões são as presenças mais significantes. Eles e seus cavaleiros protegiam a Alagaesia, até um cavaleiro traidor subverter a ordem e destruir tudo. Agora a esperança reside em um grupo de rebeldes e seus aliados e em um belo dragão fêmea e seu cavaleiro, Eragon.

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tempo Tempo:  para ler de pouco a pouco em intervalos durante a semana.
indicacao Finalidade:  para ficar na ponta da cadeira.
restricao Restrição:para quem não gosta de longas descrições
principio Princípios ativos:  Cavaleiros, dragões, Fantasia, Magia, Alagaesia.

Ciclo da Herança, de Christopher Paolini

1No livro Eragon, Eragon é um jovem camponês de 15 anos, que vive com o tio e o primo no vale Palancar. Em uma caçada, acaba encontrando uma pedra azul polida e a partir daí sua vida muda totalmente. Esta pedra, na verdade, é um ovo de dragão roubado do rei tirano Galbatorix. Quando o ovo rompe e Saphira nasce, Eragon se torna um cavaleiro. Ajudado por Brom, o velho contador de histórias de seu vilarejo, Eragon descobre muito mais sobre a história dos cavaleiros de dragões e como Galbatorix perverteu a ordem e se tornou um rei tirano. Brom, na verdade, é um antigo cavaleiro, e treina Eragon para que ele possa alcançar os Varden, um grupo forte de oponentes do rei. No meio do caminho, Eragon começa a ter sonhos estranhos com uma bela mulher. Resolvido a ajudá-la, ele acaba sendo capturado pelo espectro Durza, mas foge e liberta Arya, a mulher misteriosa, descobrindo que na verdade ela é uma elfa. Ajudado por Murtagh, ele e Saphira chegam até os Varden, onde descobre a identidade do rapaz que o ajudou. Mesmo assim, eles acabam ficando amigos. Em combate, Eragon consegue matar Durza, mas o espectro lhe fere terrivelmente. Mas a ajuda chega de onde menos o cavaleiro poderia esperar.

Em Eldest, três dias após a vitória sobre os urgals mandados por Galbatorix, Ajihad, líder dos varden, é morto e Murtagh é capturado em uma emboscada por dois magos traidores. Eragon se entristece com a perda do amigo e a morte do líder varden. No lugar dele, Nasuada, sua filha, assume a liderança dos revoltosos. Ela permite que Saphira e o cavaleiro viajem para Du Weldenvarden, reino dos elfos, para que Eragon possa começar seu treinamento apropriado. Lá, ele descobre que Arya é a filha da rainha e encontra Oromis e Glaedr, cavaleiro e dragão mais antigos que Galbatorix. Enquanto isso, o rei manda para Carvahall os ra’zac, para capturarem Rohan, primo de Eragon. Mas Rohan não se rende, luta desesperadamente, e enlouquece quando Katrina, sua amada, é raptada. Ele, então, convoca todos os moradores do vilarejo para partir. Seus feitos de coragem falam por si só, e mesmo com temores, todos o seguem. De volta ao reino élfico, Eragon tem seu ferimento curado em uma celebração élfica, e sua aparência modificada. Mais forte, ele e Saphira vão para Surda, onde os varden se encontram e na batalha com o exército de Galbatorix, descobrem que existe um novo cavaleiro, sob o julgo do rei.
Brisingr narra a tentativa de Eragon, Saphira e Rohan de resgatarem Katrina das garras dos ra’zac. Ambos estão a par dos acontecimentos desde que se separaram. Eles conseguem resgatar a jovem, mas Rohan e Katrina voltam sem Eragon para os varden, pois o jovem decidiu ficar para dar uma punição a Sloan, pai de Katrina e traidor do povoado. De volta aos varden, Eragon descobre que a rainha élfica Islanzadí enviou um grupo de elfos poderosos para protegê-lo e a Saphira. Como cavaleiro, ele celebra o casamento do primo com Katrina e Rohan se alista ao exército varden, ganhando respeito por seus feitos. Eragon deseja voltar para o treinamento com Oromis porque mesmo não perdendo para Murtagh e Thorn, ele sabia que precisava aprender mais. No entanto, Nasuada manda-o e Saphira para participarem da escolha do novo rei, sucessor de Hrothgar, morto durante a batalha na Campina Ardente. Uma vez que Orik é escolhido rei, cavaleiro e dragão voam para Du Weldenvarden para continuar seu treinamento e lá Oromis conta quem é seu pai de verdade. De posse desse conhecimento, e querendo uma nova espada, Eragon convence a elfa ferreira a lhe fazer uma nova arma. Ele e Saphira também aprendem sobre os Eldunarí e descobrem uma das fontes de poder e controle de Galbatorix. Ventos de guerra sopram, os elfos resolvem sair de seus recantos escondidos e Oromis e Glaedr se juntam a batalha. As conseqüências desses atos levam Eragon a mais uma etapa do caminho em direção a Urû’baen.
Em Herança, os varden lutam para conquistar as cidades e se aproximam cada vez mais da capital do império. Eragon e Saphira sofrem uma perda irreparável e agora precisam buscar sozinhos uma maneira de derrotar de vez o tirano Galbatorix. Nesse meio tempo, Rohan está as voltas, preocupado com a situação dos varden, cuja derrota significará a morte de sua esposa e filho. Ele agora assume papéis de comando, pois já provou seu valor a Nasuada. A conquista das cidades continua. Eragon, em um treinamento com Arya, consegue, indiretamente, fazer com que Glaedr, através de seu eldunarí, se manifeste e continue orientando ele e Saphira. Quando Jeod, amigo de Brom e um dos que ajudou no roubo do ovo de Saphira dos cofres do rei, afirma que descobriu uma nova entrada escondida para Dras-Leona, Eragon decide verificar, mas ele e Arya são capturados. Com a ajuda de Angela e Solembum eles escapam, ao mesmo tempo em que Murtagh e Thorn abandonam a cidade. Mas voltam, incendeiam o acampamento varden e capturam Nasuada. Os chefes das várias facções entram em ação, e cumprem o desejo dela, de nomear Eragon o novo líder. Atordoado, ele se prende a antiga afirmação do menino-gato sobre a Pedra de Kuthian e o Cofre das Almas. Através de um estratagema, Eragon e Saphira conseguem voar para onde pensam que podem encontrar tais objetos. Nesse meio tempo, Nasuada está presa. Galbatorix em pessoa aparece para convencê-la a mudar de lado, torturando-a. Murtagh acompanha o rei, mas sempre volta para ajudá-la e minimizar suas dores. Os dois começam a conversar e se entendem brevemente. Nesse ínterim, Eragon descobre muito mais do que jamais ousara sonhar, algo que pode ajudar a derrotar Galbatorix definitivamente. De posse desse novo conhecimento, ele e Saphira partem para Urû’baen, onde o confronto final será decisivo para todos os povos da Alagaësia.

A tetralogia de Christopher Paolini surpreende do início ao fim. Depois de Harry Potter, nenhuma série me fez ficar mais louca de ansiedade do que essa. O fato de ser uma história quase centrada nos dragões também me chamou atenção. Paolini foi muito inteligente em unir muita ação, um vilão onipresente e aterrorizante somente pelo nome, elfos, magia e dragões, com uma clara influência de Tolkien. Só que… Por que será que toda história com elfos me deixa assim, com uma sensação de que o final feliz não foi tão feliz assim? Quer dizer, eu adoro O Senhor dos Anéis (se existiu um autor para contar uma boa história élfica foi Tolkien) e eu também queria um final feliz para Murtagh e Thorn e apesar deles se libertarem, não foi do jeito que eu esperava. E o final… Bom, eu sabia mais ou menos que acabaria assim (o primeiro livro dá a dica, e foi uma das coisas que mais me fez ver a influência de Tolkien nessa história), mas ainda assim me surpreendi. Outra surpresa: considerando que os dragões das capas correspondem aos dragões que surgem em cada livro, eu sabia que o último ovo seria verde. O que eu nem remotamente suspeitava era sobre quem seria o novo cavaleiro. Gostei dessa parte também. Diferente de muitos livros, onde após o cumprimento da missão o final é corrido, Paolini soube dosar bem os acontecimentos, não ficou corrido nem lento. Só me deixou, como eu disse, com um gosto de quero mais. Uma tetralogia excelente, repleta de todos os elementos necessários para um bom livro da fantasia. Totalmente recomendado.

Resenhado por Natallie Alcantara

*Título original: Eragon.
466 páginas, Editora Rocco, publicado em 2005.

*Título original: Eldest.
643 páginas, Editora Rocco, publicado em 2006.

*Título original: Brisingr: the seven promises of Eragon Shadeslayer and Saphira Bjartskular.
706 páginas, Editora Rocco, publicado em 2008.

*Título original: Inheritance or the vault of souls.
790 páginas, Editora Rocco Jovens Leitores, publicado em 2012.

 

Sobre o autor

9 Comentários

  1. Ana Maria

    Ai! eu adorei ese série!

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    • Natallie Alcantara

      Eu amo até hoje. Adoro Murtagh, por favor, me diz que vc tbm :P
      Queria que Paolini tivesse falado mais da história sob o ponto de vista dele do que de Rohan. E simplesmente morri com as cenas entre ele e Nasuasa. Obrigada por comentar ;D

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  2. Flávia R.

    Eu SEMPRE quis ler! Obrigada pela resenha!!!

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  3. Daniel

    Boa resenha.

    Na minha opinião o primeiro livro é muito igual O Senhor dos Anéis e o segundo é muito parado. O terceiro é legalzinho e o quarto é viajado.

    Curti a série, mas me decepcionei com muita coisa. Isso sem falar da personalidade do Eragon que é totalmente bipolar.

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    • Natallie Alcantara

      kkkkkkkkkkkkkkkk Eragon tbm me irritou muito algumas vezes. Uma coisa falha na série é que a história não mostra muito Murtagh, queria mais coisas sob seu ponto de vista e acho que o personagem merecia.

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  4. Felipe

    Só falta ler Herança. Morrendo de ansiedade aqui. Essa tetralogia merece muito mais sucesso. Realmente boa, intrigante e uma das únicas que me fixou no livro (li em 1 dia e meio)

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    • Natallie Alcantara

      Aposto que vc vai gostar de Herança, se, como eu, vc quer ver mais de Murtagh e Thorn. Eu amei, li rapidão Herança, mas quando chegou perto do final eu fui lendo devagar, não queria que acabasse :P

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  5. João Neto

    Eragon é uma das séries mais absurdas que eu já vi.
    Ela começa tranquila, falando do convívio de uma vila e logo passa, através das viagens de Eragon, contar a história de cidade grandes e de um Império todo. Essa curiosidade que o autor desperta nas pessoas é o ponto chave. O melhor de tudo é explorar o personagem como uma pessoa normal, com problemas normais. A parte mais rica é como Paolini explora o amor na série. Não basta apenas amar pra tudo dar certo, você tem que lutar pra conseguir o que quer e mesmo assim continuar inseguro se vai conseguir ou não. Por vezes é tão profundo que o personagem principal questiona-se se é bom ou mal.
    Tenho Eragon na bancada de livros e no coração pra eventuais consultas.

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