A menina que roubava livros

Um dos livros mais vendidos dos últimos anos, “A menina que roubava livros” conta a história de Liesel, que foi levada para adoção quando pequena e cresceu no cenário da Segunda Guerra Mundial. A garota encontrou refúgio no mundo das palavras dos livros que roubava.

Dividida em dez partes, a narrativa é contada através das palavras de Liesel pela morte, que antecipa eventos, faz comentários sobre a guerra e analisa a história. Leia a resenha de Gabriela Alkmin e deixe um comentário!

“A menina que roubava livros”, de Markus Zusak

tempoTempo: para ler de um tiro só no final de semana
indicacaoFinalidade: para pensar
restricaoRestrição: para quem tem estômago sensível
principioPrincípios ativos: livros, Alemanha, nazismo, infância, morte.

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A primeira vez que Liesel Meminger se encontrou com a morte foi durante uma viagem de trem. Sua mãe a levava, juntamente com o seu irmão, Werner, para serem adotados pela família Hubermann – o caçula, entretanto, não conseguiu completar a viagem. É também, nesse momento, que a menina rouba seu primeiro livro: “O manual do coveiro”, derrubado no chão por um dos funcionários durante o enterro de seu irmão. Não seria a única vez. Liesel ainda se encontraria com a morte mais duas vezes antes de morrer e roubaria ainda mais outros cinco títulos.

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Em sua nova casa na rua Himmel, a menina foi recebida por seus novos pais adotivos: Rosa, uma reclamona, mas bondosa, lavandeira, e Hans Hubermann, pintor e acordeonista. O novo pai se tornaria a pessoa mais importante da vida de Liesel, ajudando-a a lidar com a morte do seu irmão e a aventurar-se nas suas primeiras leituras. Nesse novo cenário, ela ainda ganharia a companhia constante de seu vizinho, Rudy Steiner, companheiro de pequenos furtos de comidas e de livros, por quem nutriria seu primeiro amor. Ainda entram na vida de Liesel duas importantes personagens: a mulher do prefeito, Ilsa Hermann, cliente de sua mãe e em cuja biblioteca passaria importantes momentos, e Max Vandenburg, o lutador judeu escondido, por muito tempo, no porão de sua casa.

Inspirado pelas histórias que ouviu durante a infância, o australiano Markus Zusak, filho de pai austríaco e mãe alemã, publicou “A menina que roubava livros” em 2006. Sob o olhar inocente de uma criança, ele nos convida a mergulhar na Alemanha nazista, de perseguições e humilhações, de guerra e de dificuldades, de partidários do regime e rebeldes e resistentes. Acompanhamos a jornada de Liesel no início da década de 40 e suas descobertas enquanto ela cresce no meio de uma guerra: pequenos e emocionantes acontecimentos que permitem que ela descubra a relação entre seu pai biológico comunista, seu amigo judeu, a rua Himmel e o Führer.

Durante a sua trajetória, os livros, tanto os roubados como os presenteados, ocupam um lugar muito especial. Em seu esforço para conseguir ler, entendê-los é o objetivo que Liesel coloca para si mesma. Eles também marcam as horas compartilhadas com o pai, as amizades desenvolvidas com Ilsa e Max e o alívio nos momentos de tensão. O poder das palavras provoca sentimentos contraditórios na menina que roubava livros: raiva, pelas conseqüências que elas tiveram quando saíram da boca de Adolf Hitler e seduziram tantas pessoas, mas, ao mesmo tempo, o fascínio pelos livros que, de tantas maneiras, a salvaram.

É através das palavras de Liesel que a narradora tem conhecimento da história da menina que roubava livros e resolve recontá-la. A narração, dividida em dez partes, além de prólogo e epílogo, é permeada de comentários do narrador-personagem: a morte. Por muitas vezes, a narradora nos antecipa acontecimentos futuros, além de tecer suas impressões sobre a guerra, sobre as atitudes humanas, bem como sua relação com ambos. O modo como “A menina que roubava livros” é narrado é cativante, provocando diversas sensações e reflexões no decorrer dessa emocionante história.

Resenhado por Gabriela Alkmin

499  páginas, Editora Intrínseca, publicado em 2007.
*Título Original: The Book Thief. Publicado originalmente em 2005.

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Sobre o autor

18 Comentários

  1. Ana Paula

    Esse livro é muuuuuuuuuuuito bom!Mostra bem o poder que as palavras,que a leitura tem sobre nós,de poder confortar,de ajudar,de inspirar nos momentos mais difíceis.Recomendo!

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  2. Patrick

    Esse livro é muito , muito ,muito boooom ! eu li e adorei e ainda fiz minha irmã ler tbm e ela tbm adorou , RECOMENDO :D

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  3. Nathy_Granger_Malfoy

    Gostei muito do livro. Os livros a salvaram. Acho que, se ela estivesse naquela mesma situação, sem os livros, sua vida não teria tomado o rumo que tomou… Teria sido um caminho bem mais tortuoso e sofrido.

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  4. Drik Marques

    Eu estava fazendo um livro com esse nome mais vou desitir de lançar ele :cry:

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  5. Talita F.

    Gostei da dica. Estava pensando em ler esse livro… o problema vai ser arranjar tempo! rs

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  6. Pedro Henrique

    Um livro tocante, narrada de forma sensível e que provoca profundas reflexões. Muito talentoso esse autor, sua maneira de narrar como a Morte é impressionante. Vale muito ler, é uma ótima, porém triste, experiência. =)

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  7. Paty

    Nossa,eu adorei esse livro,é muito legal essa história…mas ele também é um pouco triste…
    Eu recomendo esse livro,é muito boa a história dele. :)
    45 DIAS PARA HARRY POTTER(parte 2)

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  8. Luciana

    A menina que roubava livros é muito legal e fofo, apesar de um começo um pouco chato, tive que começar a ler 3 vezes, mas o livro consegue te fisgar quando vc começa a conhecer melhor Liesel. Amei.

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  9. Patrícia

    Adorei este livro, foi um dos livros mais marcantes que já li.

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  10. Rodrigo Arturo Black

    O livro realmente é bom, mas eu não gostei do “estilo” do autor.

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  11. Rodrigo Arturo Black

    gosto mais de livros “fantásticos”

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  12. Rodrigo Arturo Black
  13. Marília

    Este livro é realmente bom, chorei ao ler o final,mas não tanto quanto o fim de Harry Potter… Mas os dois livros não se deve comparar pois são histórias completamente diferentes :D

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  14. May

    Uma das melhores histórias que já li.

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  15. Pottérica

    Amo esse livro, me foi recomendado por um professor querido que disse que Liesel parecia comigo!

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  16. JacksonPOS

    Vou pensar em ler… mas gosto mais de livros de aventuras fantásticas como HP.
    Talvez eu leia depois de terminar Crônicas de Nárnia – O Leão, a feiticeira e o gurda-roupa, que deve ser bem mais leve que esse livro aí…
    Também quero ler O diário de Anne Frank(desculpe-me se escrevi o nome errado…)

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  17. Bolo de Fuba

    Adorei a receita, muito fácil de fazer e rápida! Vou preparar hoje mesmo, depois posto aqui qual foi o resultado!

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  18. Tamiires Santana

    Nossa chorei lendo qase do inicio ao fim
    li em qase inteiro em 1 dia >.<
    recomendo mtooo *_*

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