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 Nota do resenhista:[rating=5] Você é fã de crônicas? Gosta de uma escrita jovial e cotidiana, mas ao mesmo tempo cheia de detalhes? Então, com certeza vai adorar as histórias de Talita Facco, publicadas em sua estréia literária: “Crônicas românticas e outras histórias”.




   Tempo:  Para ler aos poucos degustando a leitura.

   Finalidade:  Para se divertir.

   Restrição:  Nenhuma!

   Princípios ativos:  Crônicas, Estações do Ano, Datas comemorativas, Londres.



Cônicas românticas e outras histórias, de Talita Facco

Primavera ao Inverno, do Dia das Mães ao Dia dos Pais, do Natal ao Ano Novo, em “Crônicas românticas e outras histórias”, Talita Facco, paulistana e bookaholic nata, logo em sua estréia Da literária constrói não só uma, mas várias histórias em uma só obra.
As quatro primeiras crônicas narram em terceira pessoa a história de um casal recém casado que resolve se mudar para um subúrbio de Londres, passando pelas mais diversas situações, tais como uma intriga com os vizinhos e algumas discussões durante a madrugada, nas quatro estações do ano.

“A temperatura já havia mudado, o último floco de neve derreteu há muito e uma nova estação começou cheia de vida e força.”

“— Ora, Thomas, não me venha com bobagens, ok? Alguém terá que ir lá ainda hoje ver se eles realmente estão adequados para morar no nosso bairro!”

Os outros seis textos são sobre o cotidiano de alguns personagens vivendo as datas comemorativas mais importantes do ano, tais como o turbulento Dia das Mães da pequena Mila e o surpreendente Ano Novo da jovem Mari.

“Afinal, o ano era outro, mas estava na hora de criar novas oportunidades e, apesar daquela virada ter sido bem diferente, ela adorou.”

A primeira coisa que tenho a dizer é sobre cenário que a autora construiu em sua obra, da capital da Inglaterra ao Sudeste brasileiro. É simplesmente fantástico, realístico! Quanto aos personagens, é impossível não querer saber o que aconteceu depois com cada um deles, de cada história, além de amá-los, ficar com raiva, odiá-los algumas vezes por certas atitudes e até mesmo se identificar!

“A cena do ocorrido passava por sua cabeça e ela chorava copiosamente.”

Uma coisa que eu posso afirmar com toda a certeza é que todos os amantes do gênero literário crônica amarão esse livro. E os que não têm tanta preferência, certamente gostarão de ler e degustar boas histórias, com fatos inesperados e cotidianos.
O que acrescentar mais? Eu simplesmente adorei a obra, a escrita. Poucas páginas, mas magníficas!

Resenhado por Pedro Martins

72 páginas, Editora Multifoco, publicado no ano de 2013.

“O endereço na carta era bem claro, mas não existia:

Arcos da Lapa, número 11. Centro.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil.”

“Por obséquio, entrar de costas.”

Jo_Rowling

Certamente esse é o sonho de todo potterhead brasileiro. Isso eu posso afirmar com toda a certeza do mundo, pois sou um em nível extremo! Imaginem se a nossa querida Tia Jô construísse uma escola de magia e bruxaria aqui no Brasil? Não seria o máximo?! Pois é, a principio seria, mas, quando paramos para pensar um pouco mais a fundo, será que tal escola brasileira, se pensada pela Tia Jô, ficaria tão realista quanto a tão conhecida Hogwarts?

Por mais que seja doloroso, a resposta da pergunta anterior seria não, pois a nossa J.K. Rowling, sendo britânica, ao escrever a série Harry Potter, usou como material a cultura e o folclore europeu. A cultura e o folclore que ela conhece! Ou seja, imaginem uma escola no Brasil com tais costumes e crenças britânicos . Não combinaria, né?

Mas e nosso sonho de ver escolas de magia no Brasil?! Como ficaria?

Foi então que aconteceu um fato incrível: em uma entrevista com J.K. Rowling, um fã perguntou se ela escreveria sobre uma escola de magia nos Estados Unidos e ela respondeu que não, mas que ele podia se sentir livre para criar a sua! Renata Ventura, potterhead carioca, imbuída do mesmo desejo de ver uma escola de magia e bruxaria no Brasil, aceitou o desafio e idealizou uma trama em que existem cinco escolas – uma em cada região do país – considerando que a diferença populacional entre o Brasil e a Europa é exorbitante, assim como o território físico dos locais em questão. Então ela se envolveu em profunda pesquisa sobre a cultura e o folclore nacional, imaginando uma escola dentro da NOSSA cultura, considerando o tamanho do nosso país, a riquíssima história brasileira, o folclore e os preconceitos sociais que temos!

Renata_Ventura

Feita essa pesquisa, a autora brasileira então decidiu seguir um caminho oposto ao de Jô, escolhendo colocar um anti-herói como personagem principal! Imaginem um Snape como protagonista! *-* Só que com um tempero bem mais carioca!

O resultado foi o maravilhoso livro “A Arma Escarlate” com 488 páginas, publicado atualmente pela editora Novo Século, depois de se esgotar em sua primeira tiragem de 1.500 exemplares (pelo selo Novos Talentos) ainda na bienal de 2012, em São Paulo. Como era de se imaginar, a obra está sendo muitíssimo elogiada por todos que a leram!

Hugo Escarlate é um protagonista muito mais agressivo, impulsivo e arrogante do que a maioria dos que estamos acostumados, e isso torna tudo no livro muito legal. Imagine um jovem desses com uma varinha nas mãos . Não preciso nem dizer que o resultado beira o catastrófico!

Hugo, após descobrir-se bruxo, percebe que isso pode salvar sua vida e foge da favela Santa Marta e dos traficantes para a escola carioca de bruxaria – localizada dentro do Corcovado! – imaginem o tamanho dessa escola… o.0

Lá, logo de início, nos deparamos com vários tipos de alunos e professores: uns muito tradicionalistas, querendo sempre seguir o padrão europeu (como a “gangue” dos Anjos), e outros, que praticamente tem pavor disso, e tentam ser mais originais, como é o caso de Viny Y-Piranga, um dos personagens mais amados do livro, e integrante dos Pixies, a “gangue” adversária. Isso acaba fazendo com que nós, leitores, nos apeguemos mais a alguns personagens do que a outros, e ainda sintamos raiva de alguns, o que na verdade é ótimo, pois isso mostra o quão boa é a narrativa da autora!

Além dos feitiços que aparecem no livro serem em Tupi, Guarani e Iorubá, os sotaques dos personagens são uma atração à parte! Como a Korkovado recebe alunos da região sudeste inteira, a grande diversidade de linguajares entre alunos mineiros, cariocas, paulistas e capixabas torna tudo ainda mais realista e, por que não, divertido! Sem contar o professor gaúcho, que é incrível.

“Aqui, aquilo que ocê fez na loja foi bão demais da conta! Sabe que a dona ficou tão distraída que nem cobrou extra pela caixinha especial que eu levei?”

Usar dialetos regionais em diálogos é algo muito comum nos livros estrangeiros, mas quando esses livros chegam ao Brasil, eles infelizmente são traduzidos ao português padrão e perdem toda a sua mágica! (É o caso do nosso Hagrid, que tem um sotaque maravilhosamente pesado no original, e, aqui, fala um português perfeitinho…).

Em minha opinião, Renata fez muito bem em adicionar nossos sotaques e dialetos porque, além de enriquecer a obra ainda mais, nós sentimos que os bruxinhos do livro são como a gente! Nos identificamos mais ainda com eles!

A obra é simplesmente fantástica, porque consegue falar do Brasil – dos nossos problemas e qualidades – e falar de magia ao mesmo tempo! Consegue divertir e nos fazer pensar! Em suma, é uma obra que merece ser lida por todos!
E como é bom saber que a magia não acabou. *-*

O segundo volume da saga intitulado de “A Comissão Chapeleira” será lançado ainda esse ano e já está mexendo com os nervos dos fãs . Com tamanha expectativa, um deles chegou a criar uma capa para este segundo volume que durante algum tempo acreditou-se ser a oficial. Mas é importante deixar bem claro que a capa oficial de “A Comissão Chapeleira” ainda não foi revelada pela editora, como já dissemos anteriormente aqui (hiperlink pro post).

Indico não só a potterheads, que irão encontrar várias referências maravilhosas a alguns eventos de HP (dica: preste atenção na data em que a estoria se passa), como também a leitores amantes de literatura fantástica, e é claro, a quem gosta de uma boa história! Pois sobretudo, Renata Ventura se mostra uma excelente contadora de histórias, capaz de despertar emoções diversas nos leitores a cada capítulo e de maneira distinta para cada personagem.

“…tivera notícias de que a Grã-Bretanha estava na iminência de ser destruída por um psicopata assassino e sua gangue.”

 

Resenhado por Pedro Martins
Revisado por Ana Leme.

Saiba mais sobre a autora através deste link e confira também o nosso podcast com a autora aqui.

Nota do resenhista:[rating=5] Você usa o YouTube como forma de lazer e entretenimento? Acompanha seus vloggers e seus vlogs favoritos? Nessa obra você acompanhará o surgimento do mais conhecido do Brasil, em uma visão de quem sempre esteve nos bastidores, por trás da câmera!

“Minha paixão pela vida artística, mais minha paixão pela internet só poderiam resultar em uma coisa: a vontade de misturar arte com internet.”




   Tempo: Para ler de um tiro só no fim de semana.

   Finalidade: Para refletir.

   Restrição: Para quem não gosta de coisas moderninhas.

   Princípios ativos: Internet, Vlogs, Não faz Sentido, Felipe Neto, Internet.



Não Faz Sentido – Por trás da Câmera, por Felipe Neto.

Você provavelmente conhece o “Não Faz Sentido”, e se lembra da sua explosão de sucesso em meados de 2010, quando vídeos sobre “Crepúsculo” e “Gente Colorida”, por exemplo, foram ao ar, fazendo com que muitas pessoas ficassem com raiva e até odiassem Felipe Neto, o maior vlogger do Brasil.

“A verdade é que aconteceu o inverso do que os fãs de Cine e Restart queriam. Em suas ingenuidades, tadinhos, eles acabaram sendo os maiores divulgadores que o Não faz Sentido já teve.”

Em sua estréia literária, Felipe expõe a sua outra face, sem os óculos escuros, e nos conta tudo sobre o “Não Faz Sentido”, desde o seu processo de criação, até o seu auge, passando por difíceis momentos, acompanhados de diversas críticas negativas e o levando a depressão.
Se você é um youtuber, além da possibilidade de degustar uma leitura prazerosa, ainda poderá extrair diversas dicas e conselhos. Se você acompanha o trabalho de Felipe e o admira, também deve ler. Mas se você é uma daquelas pessoas fãs de vários temas já criticados, e morre de raiva dele, em minha opinião você é a pessoa que COM CERTEZA deve ler! Por quê? Pois em sua obra, Felipe tem a oportunidade de explicar tudo, dizendo o que é verdade e o que não é, defender a sua opinião com argumentos – bem convincentes e que fazem todo sentido -, como a imprensa o detonou e, por exemplo, que o vídeo “Fiukar” não tem como alvo somente o Fiuk!

“Qualquer pessoa que comece a produzir conteúdo para na internet, tendo como objetivos únicos a fama e o dinheiro já está fadada ao fracasso”

Quanto à escrita em primeira pessoa de Felipe Neto, eu não tenho nem o que falar, pois ela é fantástica: essencial para o enredo do livro, com um toque de humor, aparentemente super sincera e ainda com uma interação para com o leitor!

“Longe de min querer dar uma de Augusto Cury, mas se eu tenho um único conselho para dar é este: levanta essa bunda e vai realizar as idéias que você tem na cabeça, seja elas quais forem.”

A edição do livro faz jus a escrita, pois além de papel pólen, letras grandes e espaçamento duplo, a forma como a editora diagramou a obra é incrível, sendo que a parte que eu mais gostei foram os símbolos QR Code em cada fim de capítulo, dando acesso aos vídeos citados no mesmo.

Resenhado por Pedro Martins.

271 páginas, Editora Casa da Palavra, publicado no ano de 2013.

Nota do resenhista:[rating=2] Com uma Nova Ordem ainda mais brutal e O Único ainda mais disposto a realizar tudo para alcançar seus objetivos, “O Dom” parece ter uma história incrível, mas não é realmente assim.

“Achava que a Nova Ordem tinha banido toda a forma de arte, mas estava errada: a fina arte da tortura humana está viva aqui e passa bem.”




   Tempo: Para ler de um tiro só no fim de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição:  Para quem não gosta de perder tempo com narrativas que se enrolam.

   Princípios ativos: Fantasia, Bruxos, Magia, Aventura e Mistério.


O Dom, por James Patterson e Ned Rust

Na continuação da série “Bruxos e Bruxas”, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, continuam fugindo da perseguição do Único que é Único e do regime totalitário e brutal denominado Nova Ordem, que oprime a música, a internet, os livros, a arte ou a beleza. Agora, além de eles estarem sem Margô e Célia, estão também sem nenhuma informação do paradeiro de seus pais, que a essa altura provavelmente já estão mortos.
O livro se inicia, assim como o anterior, com uma cena bem impactante, uma execução. Logo eu já previa que me interessaria e gostaria de “O Dom”, ao contrário do que aconteceu em “Bruxos e Bruxas”. Nessa continuação Whit e Wisty já sabem controlar melhor os seus poderes. O Único está atrás de um Dom que Wisty possui, e ele irá fazer de tudo para consegui-lo.
Porém, toda essa ansiedade e pensamento de que eu iria gostar do livro foi embora nas próximas páginas. Eu me enganei, a história realmente não evolui nada. Primeiramente, um ponto que me indignou muito foi o fato dos irmãos aceitarem a sua magia muito facilmente, o que acontece no primeiro volume também. Ficou artificial. Explicando melhor: os acontecimentos mágicos acontecem simplesmente do nada, sem nenhum dos dois realizar algo, e eles aceitam. Então, para um fã de histórias de magia, isso com certeza prejudica muito a história.

“Damos saltos cada vez maiores e mais altos, até termos penas e patas. Somos parte leão, parte pássaro… nos transformamos num grifo.”

É bem difícil dizer o porquê de eu não ter gostado de “O Dom”, simplesmente não senti nada ao terminar de lê-lo, como se esse não fosse fazer falta quando eu ler o terceiro da série, pois em minha opinião a narrativa se enrola, não acontece nada de mais. “Bruxos e Bruxas” ainda tinha uma premissa legal, e apesar de não ser bem construído, a história não andou em círculos.
Nessa obra, James Patterson não escreve mais com Gabrielle Charbonet e sim com Ned Rust. O motivo da troca eu não sei, mas a estrutura da narrativa se mantém em pequenos capítulos narrados alternadamente pelos irmãos em 1ª pessoa.
Os personagens não evoluíram, continuam com as mesmas piadinhas sem graça e às vezes são irritantes.

“- Vou virar tendência. Isso aqui, mano, é estilo “Resistência Chique”. Com certeza vai pegar.
Whit dá uma risadinha. Não espero que ele me entenda, pois ele gosta de meninas cheias de curvas e cabelos de princesa.”

Quanto à edição feita pela Editora Novo Conceito, ela se mantém a mesma, fantástica! A capa é emborrachada, com o título metalizado e a palavra D em alto relevo. As páginas são produzidas em papel pólen e possuem uma tipografia altamente agradável de ler, com fonte tamanho 12 e espaçamento duplo.
Mesmo não tendo gostado desse livro, pretendo ler os próximos e resenhá-los, pois, apesar de não ter muita esperança de melhorias significativas, estou curioso para saber o final da história!
Vocês já leram algum dos livros da série? Gostaram? Deixe nos comentários para que possamos discutir sobre isso!

Resenhado por Pedro Martins.

285 páginas, Editora Novo Conceito, publicado no ano de 2013.
*Título Original: The Gift.

Nota do resenhista:[rating=5] Você provavelmente já ouviu falar do Super-Homem, um dos maiores super heróis de todos os tempos, mas muito provavelmente não conhece a história que antecede a sua chegada ao Planeta Terra, quando o pequeno veio em uma nave praticamente afugentado de sua terra natal.




   Tempo: Para ler de uma vez só no fim de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição: Para quem não gosta de romances de ficção cientifica.

   Princípios ativos: Super Heróis, Ficção Cientifica, Aventura, Politica, Traição.



Os Últimos dias de Krypton, por Kevin J. Anderson.

Antes do pequeno Kal-El, filho de Jor-El, um cientista altamente respeitado, e de Lara, uma artista e historiadora nata, ser enviado à Terra, com o intuito de fugir da catástrofe e da destruição, o seu planeta natal, Krypton, prosperava e era, para alguns, uma sociedade utópica, – com baixos índices de criminalidade, repleto de tecnologia e paisagens exuberantes.
Jor-El sempre foi fascinado pela ciência, assim como seu irmão Zor-El e seu pai Yar-El, procurando sempre desenvolver novas tecnologias e invenções com o puro intuito de ajudar a melhorar cada vez mais o seu planeta, mas infelizmente sempre foi barrado pelo Comissário Zod, líder da Comissão para Aceitação da Tecnologia.

“Em instantes, se a experiência funcionasse, Jor-El abriria uma porta para outra dimensão, um universo paralelo, talvez até mais do que um.”

No início do livro, Jor-El e Lara ainda não se conhecem; em uma ocasião inusitada, além de se apaixonarem, tudo começa a acontecer: a chegada de um alienígena desencadeia alguns fatos terríveis, tais como a grande chance de Zod para subir ao poder e o início da ruina de Krypton.

“- É aquilo para o que Zor-El vem nos alertando… a ciência que o Conselho não levou a sério.”

Eu confesso que comecei a ler essa obra meio que com o pé atrás, como diz o ditado. Muitos nomes, acontecimentos simultâneos e até mesmo a presença de uma leve linguagem cientifica me deixaram assustado. Mas Kevin J. Anderson, com uma narrativa agradável e viciante, consegue muito bem nos apresentar uma história intrigante envolvendo política, conspiração, traição, drama, romance, aventura e muita ação.
Os tantos personagens presentes no romance são muito bem construídos, sendo impossível não se apegar a amável Lara e odiar com todas as forças o Comissário Zod, por exemplo. Visitar Kandor, Borga City, Argo City, dentre outros cenários presentes na obra é uma experiência ótima, sendo esses muito bem construídos também!
A editora Fantasy, por sua vez, está de parabéns quanto a bela edição feita na obra. Além de papel pólen e uma tipografia agradável de se ler, eu particularmente não achei erros ortográficos ou de concordância no texto.
Se você é fã das histórias em quadrinhos e dos filmes do Super-Homem, decididamente não pode ficar sem ler “Os Últimos dias de Krypton”, mas se não é, sinta-se convidado à entrar no universo e se surpreender muito positivamente, como aconteceu comigo!

Resenhado por Pedro Martins.

460 páginas, Editora Fantasy – Casa da Palavra, publicado no ano de 2013.
*Título Original: The last days of Krypton.

Nota do resenhista: [rating=3]Como a própria premissa diz, apesar de parecer o século 17, não é. É o governo da Nova Ordem, no qual você é retirado de sua casa, preso e acusado de bruxaria.

Bruxos e Bruxas é um romance com uma mitologia de fato muito boa, mas com uma construção um tanto inadequada.



   Tempo: Para ler de um tiro só no final de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição: Para quem não gosta de coisas moderninhas.

   Princípios ativos: Fantasia, Bruxos, Magia, Aventura e Mistério.


Bruxos e Bruxas, por James Patterson e Gabrielle Charbonet.

Whitford e Wisteria são irmãos, que brigam como outros quaisquer, mas que no fundo se amam. Inesperadamente, em uma noite qualquer, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, têm sua residência invadida por soldados do grupo denominado Nova Ordem, que assumiu o controle político recentemente. O pesadelo só estava começando. As centenas de soldados da N.O. sequestram os irmãos e os levam para um reformatório, que posteriormente Whit percebe ser na verdade um antigo hospital psiquiátrico.
O regime totalitarista Nova Ordem é regido por um bruxo que odeia os seus iguais, chamado “O Único que é Único”. Nesse regime existem pessoas denominadas “Únicas” para comandarem cada área governamental, como “O Único que Julga” ou “O Único que Faz”. O regime também oprime a música, a internet, os livros, a arte ou a beleza.
Whit, o até então jovem de 17 anos super popular dentro da escola, juntamente com sua irmã Wisty, de 15 anos, ficam se perguntando o que fizeram de tão errado para tudo aquilo. A acusação é simples e única: bruxaria.
Os irmãos ficam abismados com a acusação, pois eles próprios não sabiam que eram bruxos, mas essa idéia logo é dissolvida. Na prisão, coisas estranhas começam a acontecer: a irmã mais nova, Wisty, entra em combustão diversas vezes, brilha e até mesmo flutua durante o sono, já Whit, o irmão mais velho, consegue se comunicar com os “Meia-Luzes” – pessoas que já morreram.
A estória se inicia com uma cena de fato bem impactante e assustadora, a execução da família Allgood. A principio, o leitor não sabe quando isso aconteceu. O que o leva a ter mais interesse ainda pela trama.

Apesar de a premissa ser realmente interessante, o modo como o autor nos transmite a história – em pequenos capítulos narrados alternadamente pelos irmãos em 1º pessoa – não me agradou muito, pois não consegui me apegar aos personagens, esses em minha opinião não foram muito bem construídos e explorados, assim dizendo. O fato de os irmãos simplesmente aceitarem tão facilmente e rapidamente que são bruxos também me incomodou muito, pois isso quebrou totalmente a realidade da obra, apesar de ela ser fictícia.
Em contrapartida a tais aspectos, a edição produzida pela Editora Novo Conceito é simplesmente fantástica, desde sua capa – com efeitos em alto relevo e uma arte realmente bonita – até a composição das páginas – produzidas em papel pólen com uma tipografia altamente agradável de ler, com fonte tamanho 12 e espaçamento duplo. Algo que todos os bookaholics tanto prezam!
Mesmo com tantas características negativas, não vou negar que estou ansioso pela continuação, contudo, como o livro faz parte de uma série, prefiro acreditar que isso seja mais trabalhado nos próximos volumes!

Resenhado por Pedro Martins.

287 páginas, Editora Novo Conceito, publicado no ano de 2013.
*Título Original: Witch & Wizard.

Entrevistamos recentemente o escritor Paulo Levy, autor de Réquiem para um Assassino e Morte na Flip, dois romances policiais consagrados por várias revistas, blogs e jornais.

Revista Veja
“Fã dos detetives clássicos como o Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle e o Hercule Poirot de Agatha Christie, neste primeiro romance policial (Réquiem para um assassino) Paulo Levy faz jus a esses grandes modelos.”

Diário da Manhã – Goiania
“A cada cena, um suspense no ar. Esta é a sensação que, muitas vezes, transmite a leitura de um romance policial, o que transforma o gênero em um dos mais preferidos dos leitores, com novidades circulando capítulo a capítulo. É o caso da obra Réquiem para um Assassino.”

Diário do Comércio – São Paulo
“Novamente, como em Réquiem para um assassino, Levy se mostra um mestre no gênero policial, capaz de produzir entretenimento de alto nível.”
“Em Morte na Flip Levy revela toda sua envergadura de escritor policial de nível internacional”

Entrevista com Paulo Levy.
Por: Pedro Martins – Clube do Livro Potterish.

01 – Até o momento você já possui duas obras publicadas, antes disso você já tinha algum contato profissional com a área da literatura?
R: “Sim. Em 2000 abri a primeira editora de livros digitais do Brasil, a Escreva, que depois veio a se tornar Foglio, fruto de uma sociedade que formei com as editoras Objetiva e Campus. Depois disso, trabalhei por 5 anos na Objetiva. Fui responsável pela abertura do escritório da editora em São Paulo. De lá para cá, não larguei mais o meio editorial.”

02 – Ser escritor sempre foi um sonho ou tudo aconteceu inesperadamente?
R: “Foi um sonho de infância que permaneceu adormecido em mim até 2010, quando visitei Paraty e onde surgiu a ideia de criar um personagem policial.”

02 – Você tem algum gênero literário favorito? Possui algum escritor ou alguma obra os quais te inspiram?
R: “Gosto de boas histórias, de histórias bem contadas. Como estilo de texto gosto muito de Ernest Hemingway, Grahan Green e Paul Theroux.”

03 – Como escritor, você possui algum sonho?
R: “Viver dos meus livros.”

04 – Há boatos de que a sua primeira obra, “Réquiem para um Assassino”, vai ser adaptado para o cinema. Podemos esperar alguma coisa em relação a isso? Caso sim, como esta o andamento do projeto?
R: “Os boatos são verdadeiros. Fechei a adaptação dos livros com uma grande produtora de São Paulo. Estamos estudando se a adaptação será para o cinema ou uma mini-série para a TV.”

05 – Apesar de o Brasil ter muitos canais e blogs literários, esses na maioria das vezes estão sempre com o foco voltado para autores e obras estrangeiras. Se formos analisar a literatura Brasileira possuímos muitos nomes famosos, tais como Machado de Assis, Jorge Amado, dentre outros da atualidade. Em sua opinião, existe alguma razão para tal fato?
R: “Acredito que dois fatores contribuem para esse estrangeirismo na oferta de títulos nas livrarias: a grande oferta de autores best-sellers estrangeiros é bem maior que a brasileira e o preconceito do leitor brasileiro a respeito das obras escritas por autores nacionais.”

06 – Sabemos que o processo de criação de um livro é um trabalho extremamente árduo. Existe alguma dica que você possa dar á pessoas que sonham em se tornar escritores?
R: “Fixe uma rotina de produção diária. Crie metas de produção. Não existe arte sem disciplina.”

07 – Agora a pergunta que não quer calar: podemos esperar mais alguma aventura do delegado Dornelas?!
R: “Estou escrevendo o terceiro livro. Virá em 2014.”

08 – E para finalizar, você gostaria de enviar uma mensagem aos nossos leitores?
R: “Valorizem a produção literária produzida no Brasil. O mundo inteiro está de olho no que fazemos aqui. Por que nós brasileiros não fazemos o mesmo?”

Não deixem de conferir a nossa resenha sobre Réquiem para um Assassino aqui.

Nota do resenhista: [rating=5]Hoje é um grande dia para Pedro Martins! Estreando em grande estilo ele fala um pouco sobre o livro “Réquiem para um Assassino”, então não deixe de comentar!

“- E a policia militar, vai demorar? É preciso segurar essa multidão.
– Devem chegar logo. Já chamei a perícia e o IML, mas acho que eles não vão poder fazer muita coisa com a maré seca desse jeito.
– Eles vão demorar umas boas horas para chegar aqui. Se a maré subir, vamos perder algum rastro ou marca de como o corpo chegou até lá – disse o delegado apontando para as poças de água suja com natas fruta-cor. – Quanto tempo para os bombeiros?
– Meia hora, uma hora. Depende da papelada.
– Não vai dar tempo. A maré já esta subindo.”



   Tempo: Para ler de um tiro só no fim de semana;

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira;

   Restrição: Para quem não gosta de romances policiais;

   Princípios ativos: Investigação, política, comércio local, tráfico de drogas, prostituição.


 Réquiem Para Um Assassino, por Paulo Levy

Parecia uma manhã qualquer em Palmyra, cidade histórica com poucos habitantes situada ao litoral do Rio de Janeiro. Quando o delegado Joaquim Dornelas, ao sair para o trabalho, percebe um movimento estranho nas ruas. Diante da Igreja de Santa Teresa e da Antiga Cadeia, no Centro Histórico, a população observa o corpo de um homem atolado na lama seca do canal. O problema é que não há pistas nenhuma sobre como esse assassinato ocorrera e muito menos qual fora o seu motivo. O corpo não apresenta sinais algum de violência, ferimentos, nada, apenas um band-aid na dobra interna do braço esquerdo.

A partir das informações obtidas, que são quase nulas, Joaquim Dornelas – amante de cachaça e mingau de farinha láctea – parte para o trabalho duro em cima da investigação do “Crime do Mangue”. Ao longo da história, Dornelas se mostra um excelente profissional, um investigador incrível, mas apesar de tudo, com uma vida pessoal conturbada e cheia de problemas, associados á recente separação com a mulher e a mudança desta com seus dois filhos para uma cidade longínqua.

Um dos aspectos positivos na trama é a abordagem dos diversos problemas sociais presentes atualmente no nosso país. O autor consegue retrata-los muito bem, algumas vezes de uma forma irônica. Durante sua investigação, Dornelas é obrigado a se envolver com políticos, traficantes de drogas, prostitutas e uma comunidade de pescadores, onde todos eles de alguma forma parecem estar emaranhados com o crime. Os personagens são muito bem explorados, juntamente com o cenário, cheio de pontos turísticos famosos os quais alguns leitores certamente serão capazes de reconhecer!

Réquiem para um Assassino é o livro de estréia do ex-publicitário Paulo Levy. Engana-se quem pensa que por ser um livro de estréia a obra não seja boa, pois é ótima, digna de cinco estrelas. Cada pista, cada idéia do delegado, por menor que sejem são capazes de deixar qualquer um louco para saber o final da história e até mesmo se estava realmente certo em relação ao seu palpite sobre o verdadeiro assassino – que acreditem, são capazes de mudar a todo o instante!

Paulo Levy conseguiu criar uma história tão apreensiva que você não consegue largar um minuto sequer! Já fora publicado uma outra aventura do delegado Dornelas, Morte na Flip, o qual estou super ansioso para ler!

Resenhado por Pedro Martins.

224 páginas, Editora Bússola, publicado no ano de 2011.


Resenhas

 Nota do resenhista:[rating=5] Você é fã de crônicas? Gosta de uma escrita jovial e cotidiana, mas ao mesmo tempo cheia de detalhes? Então, com certeza vai adorar as histórias de Talita Facco, publicadas em sua estréia literária: “Crônicas românticas e outras histórias”.




   Tempo:  Para ler aos poucos degustando a leitura.

   Finalidade:  Para se divertir.

   Restrição:  Nenhuma!

   Princípios ativos:  Crônicas, Estações do Ano, Datas comemorativas, Londres.



Cônicas românticas e outras histórias, de Talita Facco

Primavera ao Inverno, do Dia das Mães ao Dia dos Pais, do Natal ao Ano Novo, em “Crônicas românticas e outras histórias”, Talita Facco, paulistana e bookaholic nata, logo em sua estréia Da literária constrói não só uma, mas várias histórias em uma só obra.
As quatro primeiras crônicas narram em terceira pessoa a história de um casal recém casado que resolve se mudar para um subúrbio de Londres, passando pelas mais diversas situações, tais como uma intriga com os vizinhos e algumas discussões durante a madrugada, nas quatro estações do ano.

“A temperatura já havia mudado, o último floco de neve derreteu há muito e uma nova estação começou cheia de vida e força.”

“— Ora, Thomas, não me venha com bobagens, ok? Alguém terá que ir lá ainda hoje ver se eles realmente estão adequados para morar no nosso bairro!”

Os outros seis textos são sobre o cotidiano de alguns personagens vivendo as datas comemorativas mais importantes do ano, tais como o turbulento Dia das Mães da pequena Mila e o surpreendente Ano Novo da jovem Mari.

“Afinal, o ano era outro, mas estava na hora de criar novas oportunidades e, apesar daquela virada ter sido bem diferente, ela adorou.”

A primeira coisa que tenho a dizer é sobre cenário que a autora construiu em sua obra, da capital da Inglaterra ao Sudeste brasileiro. É simplesmente fantástico, realístico! Quanto aos personagens, é impossível não querer saber o que aconteceu depois com cada um deles, de cada história, além de amá-los, ficar com raiva, odiá-los algumas vezes por certas atitudes e até mesmo se identificar!

“A cena do ocorrido passava por sua cabeça e ela chorava copiosamente.”

Uma coisa que eu posso afirmar com toda a certeza é que todos os amantes do gênero literário crônica amarão esse livro. E os que não têm tanta preferência, certamente gostarão de ler e degustar boas histórias, com fatos inesperados e cotidianos.
O que acrescentar mais? Eu simplesmente adorei a obra, a escrita. Poucas páginas, mas magníficas!

Resenhado por Pedro Martins

72 páginas, Editora Multifoco, publicado no ano de 2013.

“O endereço na carta era bem claro, mas não existia:

Arcos da Lapa, número 11. Centro.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil.”

“Por obséquio, entrar de costas.”

Jo_Rowling

Certamente esse é o sonho de todo potterhead brasileiro. Isso eu posso afirmar com toda a certeza do mundo, pois sou um em nível extremo! Imaginem se a nossa querida Tia Jô construísse uma escola de magia e bruxaria aqui no Brasil? Não seria o máximo?! Pois é, a principio seria, mas, quando paramos para pensar um pouco mais a fundo, será que tal escola brasileira, se pensada pela Tia Jô, ficaria tão realista quanto a tão conhecida Hogwarts?

Por mais que seja doloroso, a resposta da pergunta anterior seria não, pois a nossa J.K. Rowling, sendo britânica, ao escrever a série Harry Potter, usou como material a cultura e o folclore europeu. A cultura e o folclore que ela conhece! Ou seja, imaginem uma escola no Brasil com tais costumes e crenças britânicos . Não combinaria, né?

Mas e nosso sonho de ver escolas de magia no Brasil?! Como ficaria?

Foi então que aconteceu um fato incrível: em uma entrevista com J.K. Rowling, um fã perguntou se ela escreveria sobre uma escola de magia nos Estados Unidos e ela respondeu que não, mas que ele podia se sentir livre para criar a sua! Renata Ventura, potterhead carioca, imbuída do mesmo desejo de ver uma escola de magia e bruxaria no Brasil, aceitou o desafio e idealizou uma trama em que existem cinco escolas – uma em cada região do país – considerando que a diferença populacional entre o Brasil e a Europa é exorbitante, assim como o território físico dos locais em questão. Então ela se envolveu em profunda pesquisa sobre a cultura e o folclore nacional, imaginando uma escola dentro da NOSSA cultura, considerando o tamanho do nosso país, a riquíssima história brasileira, o folclore e os preconceitos sociais que temos!

Renata_Ventura

Feita essa pesquisa, a autora brasileira então decidiu seguir um caminho oposto ao de Jô, escolhendo colocar um anti-herói como personagem principal! Imaginem um Snape como protagonista! *-* Só que com um tempero bem mais carioca!

O resultado foi o maravilhoso livro “A Arma Escarlate” com 488 páginas, publicado atualmente pela editora Novo Século, depois de se esgotar em sua primeira tiragem de 1.500 exemplares (pelo selo Novos Talentos) ainda na bienal de 2012, em São Paulo. Como era de se imaginar, a obra está sendo muitíssimo elogiada por todos que a leram!

Hugo Escarlate é um protagonista muito mais agressivo, impulsivo e arrogante do que a maioria dos que estamos acostumados, e isso torna tudo no livro muito legal. Imagine um jovem desses com uma varinha nas mãos . Não preciso nem dizer que o resultado beira o catastrófico!

Hugo, após descobrir-se bruxo, percebe que isso pode salvar sua vida e foge da favela Santa Marta e dos traficantes para a escola carioca de bruxaria – localizada dentro do Corcovado! – imaginem o tamanho dessa escola… o.0

Lá, logo de início, nos deparamos com vários tipos de alunos e professores: uns muito tradicionalistas, querendo sempre seguir o padrão europeu (como a “gangue” dos Anjos), e outros, que praticamente tem pavor disso, e tentam ser mais originais, como é o caso de Viny Y-Piranga, um dos personagens mais amados do livro, e integrante dos Pixies, a “gangue” adversária. Isso acaba fazendo com que nós, leitores, nos apeguemos mais a alguns personagens do que a outros, e ainda sintamos raiva de alguns, o que na verdade é ótimo, pois isso mostra o quão boa é a narrativa da autora!

Além dos feitiços que aparecem no livro serem em Tupi, Guarani e Iorubá, os sotaques dos personagens são uma atração à parte! Como a Korkovado recebe alunos da região sudeste inteira, a grande diversidade de linguajares entre alunos mineiros, cariocas, paulistas e capixabas torna tudo ainda mais realista e, por que não, divertido! Sem contar o professor gaúcho, que é incrível.

“Aqui, aquilo que ocê fez na loja foi bão demais da conta! Sabe que a dona ficou tão distraída que nem cobrou extra pela caixinha especial que eu levei?”

Usar dialetos regionais em diálogos é algo muito comum nos livros estrangeiros, mas quando esses livros chegam ao Brasil, eles infelizmente são traduzidos ao português padrão e perdem toda a sua mágica! (É o caso do nosso Hagrid, que tem um sotaque maravilhosamente pesado no original, e, aqui, fala um português perfeitinho…).

Em minha opinião, Renata fez muito bem em adicionar nossos sotaques e dialetos porque, além de enriquecer a obra ainda mais, nós sentimos que os bruxinhos do livro são como a gente! Nos identificamos mais ainda com eles!

A obra é simplesmente fantástica, porque consegue falar do Brasil – dos nossos problemas e qualidades – e falar de magia ao mesmo tempo! Consegue divertir e nos fazer pensar! Em suma, é uma obra que merece ser lida por todos!
E como é bom saber que a magia não acabou. *-*

O segundo volume da saga intitulado de “A Comissão Chapeleira” será lançado ainda esse ano e já está mexendo com os nervos dos fãs . Com tamanha expectativa, um deles chegou a criar uma capa para este segundo volume que durante algum tempo acreditou-se ser a oficial. Mas é importante deixar bem claro que a capa oficial de “A Comissão Chapeleira” ainda não foi revelada pela editora, como já dissemos anteriormente aqui (hiperlink pro post).

Indico não só a potterheads, que irão encontrar várias referências maravilhosas a alguns eventos de HP (dica: preste atenção na data em que a estoria se passa), como também a leitores amantes de literatura fantástica, e é claro, a quem gosta de uma boa história! Pois sobretudo, Renata Ventura se mostra uma excelente contadora de histórias, capaz de despertar emoções diversas nos leitores a cada capítulo e de maneira distinta para cada personagem.

“…tivera notícias de que a Grã-Bretanha estava na iminência de ser destruída por um psicopata assassino e sua gangue.”

 

Resenhado por Pedro Martins
Revisado por Ana Leme.

Saiba mais sobre a autora através deste link e confira também o nosso podcast com a autora aqui.

Nota do resenhista:[rating=5] Você usa o YouTube como forma de lazer e entretenimento? Acompanha seus vloggers e seus vlogs favoritos? Nessa obra você acompanhará o surgimento do mais conhecido do Brasil, em uma visão de quem sempre esteve nos bastidores, por trás da câmera!

“Minha paixão pela vida artística, mais minha paixão pela internet só poderiam resultar em uma coisa: a vontade de misturar arte com internet.”




   Tempo: Para ler de um tiro só no fim de semana.

   Finalidade: Para refletir.

   Restrição: Para quem não gosta de coisas moderninhas.

   Princípios ativos: Internet, Vlogs, Não faz Sentido, Felipe Neto, Internet.



Não Faz Sentido – Por trás da Câmera, por Felipe Neto.

Você provavelmente conhece o “Não Faz Sentido”, e se lembra da sua explosão de sucesso em meados de 2010, quando vídeos sobre “Crepúsculo” e “Gente Colorida”, por exemplo, foram ao ar, fazendo com que muitas pessoas ficassem com raiva e até odiassem Felipe Neto, o maior vlogger do Brasil.

“A verdade é que aconteceu o inverso do que os fãs de Cine e Restart queriam. Em suas ingenuidades, tadinhos, eles acabaram sendo os maiores divulgadores que o Não faz Sentido já teve.”

Em sua estréia literária, Felipe expõe a sua outra face, sem os óculos escuros, e nos conta tudo sobre o “Não Faz Sentido”, desde o seu processo de criação, até o seu auge, passando por difíceis momentos, acompanhados de diversas críticas negativas e o levando a depressão.
Se você é um youtuber, além da possibilidade de degustar uma leitura prazerosa, ainda poderá extrair diversas dicas e conselhos. Se você acompanha o trabalho de Felipe e o admira, também deve ler. Mas se você é uma daquelas pessoas fãs de vários temas já criticados, e morre de raiva dele, em minha opinião você é a pessoa que COM CERTEZA deve ler! Por quê? Pois em sua obra, Felipe tem a oportunidade de explicar tudo, dizendo o que é verdade e o que não é, defender a sua opinião com argumentos – bem convincentes e que fazem todo sentido -, como a imprensa o detonou e, por exemplo, que o vídeo “Fiukar” não tem como alvo somente o Fiuk!

“Qualquer pessoa que comece a produzir conteúdo para na internet, tendo como objetivos únicos a fama e o dinheiro já está fadada ao fracasso”

Quanto à escrita em primeira pessoa de Felipe Neto, eu não tenho nem o que falar, pois ela é fantástica: essencial para o enredo do livro, com um toque de humor, aparentemente super sincera e ainda com uma interação para com o leitor!

“Longe de min querer dar uma de Augusto Cury, mas se eu tenho um único conselho para dar é este: levanta essa bunda e vai realizar as idéias que você tem na cabeça, seja elas quais forem.”

A edição do livro faz jus a escrita, pois além de papel pólen, letras grandes e espaçamento duplo, a forma como a editora diagramou a obra é incrível, sendo que a parte que eu mais gostei foram os símbolos QR Code em cada fim de capítulo, dando acesso aos vídeos citados no mesmo.

Resenhado por Pedro Martins.

271 páginas, Editora Casa da Palavra, publicado no ano de 2013.

Nota do resenhista:[rating=2] Com uma Nova Ordem ainda mais brutal e O Único ainda mais disposto a realizar tudo para alcançar seus objetivos, “O Dom” parece ter uma história incrível, mas não é realmente assim.

“Achava que a Nova Ordem tinha banido toda a forma de arte, mas estava errada: a fina arte da tortura humana está viva aqui e passa bem.”




   Tempo: Para ler de um tiro só no fim de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição:  Para quem não gosta de perder tempo com narrativas que se enrolam.

   Princípios ativos: Fantasia, Bruxos, Magia, Aventura e Mistério.


O Dom, por James Patterson e Ned Rust

Na continuação da série “Bruxos e Bruxas”, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, continuam fugindo da perseguição do Único que é Único e do regime totalitário e brutal denominado Nova Ordem, que oprime a música, a internet, os livros, a arte ou a beleza. Agora, além de eles estarem sem Margô e Célia, estão também sem nenhuma informação do paradeiro de seus pais, que a essa altura provavelmente já estão mortos.
O livro se inicia, assim como o anterior, com uma cena bem impactante, uma execução. Logo eu já previa que me interessaria e gostaria de “O Dom”, ao contrário do que aconteceu em “Bruxos e Bruxas”. Nessa continuação Whit e Wisty já sabem controlar melhor os seus poderes. O Único está atrás de um Dom que Wisty possui, e ele irá fazer de tudo para consegui-lo.
Porém, toda essa ansiedade e pensamento de que eu iria gostar do livro foi embora nas próximas páginas. Eu me enganei, a história realmente não evolui nada. Primeiramente, um ponto que me indignou muito foi o fato dos irmãos aceitarem a sua magia muito facilmente, o que acontece no primeiro volume também. Ficou artificial. Explicando melhor: os acontecimentos mágicos acontecem simplesmente do nada, sem nenhum dos dois realizar algo, e eles aceitam. Então, para um fã de histórias de magia, isso com certeza prejudica muito a história.

“Damos saltos cada vez maiores e mais altos, até termos penas e patas. Somos parte leão, parte pássaro… nos transformamos num grifo.”

É bem difícil dizer o porquê de eu não ter gostado de “O Dom”, simplesmente não senti nada ao terminar de lê-lo, como se esse não fosse fazer falta quando eu ler o terceiro da série, pois em minha opinião a narrativa se enrola, não acontece nada de mais. “Bruxos e Bruxas” ainda tinha uma premissa legal, e apesar de não ser bem construído, a história não andou em círculos.
Nessa obra, James Patterson não escreve mais com Gabrielle Charbonet e sim com Ned Rust. O motivo da troca eu não sei, mas a estrutura da narrativa se mantém em pequenos capítulos narrados alternadamente pelos irmãos em 1ª pessoa.
Os personagens não evoluíram, continuam com as mesmas piadinhas sem graça e às vezes são irritantes.

“- Vou virar tendência. Isso aqui, mano, é estilo “Resistência Chique”. Com certeza vai pegar.
Whit dá uma risadinha. Não espero que ele me entenda, pois ele gosta de meninas cheias de curvas e cabelos de princesa.”

Quanto à edição feita pela Editora Novo Conceito, ela se mantém a mesma, fantástica! A capa é emborrachada, com o título metalizado e a palavra D em alto relevo. As páginas são produzidas em papel pólen e possuem uma tipografia altamente agradável de ler, com fonte tamanho 12 e espaçamento duplo.
Mesmo não tendo gostado desse livro, pretendo ler os próximos e resenhá-los, pois, apesar de não ter muita esperança de melhorias significativas, estou curioso para saber o final da história!
Vocês já leram algum dos livros da série? Gostaram? Deixe nos comentários para que possamos discutir sobre isso!

Resenhado por Pedro Martins.

285 páginas, Editora Novo Conceito, publicado no ano de 2013.
*Título Original: The Gift.

Nota do resenhista:[rating=5] Você provavelmente já ouviu falar do Super-Homem, um dos maiores super heróis de todos os tempos, mas muito provavelmente não conhece a história que antecede a sua chegada ao Planeta Terra, quando o pequeno veio em uma nave praticamente afugentado de sua terra natal.




   Tempo: Para ler de uma vez só no fim de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição: Para quem não gosta de romances de ficção cientifica.

   Princípios ativos: Super Heróis, Ficção Cientifica, Aventura, Politica, Traição.



Os Últimos dias de Krypton, por Kevin J. Anderson.

Antes do pequeno Kal-El, filho de Jor-El, um cientista altamente respeitado, e de Lara, uma artista e historiadora nata, ser enviado à Terra, com o intuito de fugir da catástrofe e da destruição, o seu planeta natal, Krypton, prosperava e era, para alguns, uma sociedade utópica, – com baixos índices de criminalidade, repleto de tecnologia e paisagens exuberantes.
Jor-El sempre foi fascinado pela ciência, assim como seu irmão Zor-El e seu pai Yar-El, procurando sempre desenvolver novas tecnologias e invenções com o puro intuito de ajudar a melhorar cada vez mais o seu planeta, mas infelizmente sempre foi barrado pelo Comissário Zod, líder da Comissão para Aceitação da Tecnologia.

“Em instantes, se a experiência funcionasse, Jor-El abriria uma porta para outra dimensão, um universo paralelo, talvez até mais do que um.”

No início do livro, Jor-El e Lara ainda não se conhecem; em uma ocasião inusitada, além de se apaixonarem, tudo começa a acontecer: a chegada de um alienígena desencadeia alguns fatos terríveis, tais como a grande chance de Zod para subir ao poder e o início da ruina de Krypton.

“- É aquilo para o que Zor-El vem nos alertando… a ciência que o Conselho não levou a sério.”

Eu confesso que comecei a ler essa obra meio que com o pé atrás, como diz o ditado. Muitos nomes, acontecimentos simultâneos e até mesmo a presença de uma leve linguagem cientifica me deixaram assustado. Mas Kevin J. Anderson, com uma narrativa agradável e viciante, consegue muito bem nos apresentar uma história intrigante envolvendo política, conspiração, traição, drama, romance, aventura e muita ação.
Os tantos personagens presentes no romance são muito bem construídos, sendo impossível não se apegar a amável Lara e odiar com todas as forças o Comissário Zod, por exemplo. Visitar Kandor, Borga City, Argo City, dentre outros cenários presentes na obra é uma experiência ótima, sendo esses muito bem construídos também!
A editora Fantasy, por sua vez, está de parabéns quanto a bela edição feita na obra. Além de papel pólen e uma tipografia agradável de se ler, eu particularmente não achei erros ortográficos ou de concordância no texto.
Se você é fã das histórias em quadrinhos e dos filmes do Super-Homem, decididamente não pode ficar sem ler “Os Últimos dias de Krypton”, mas se não é, sinta-se convidado à entrar no universo e se surpreender muito positivamente, como aconteceu comigo!

Resenhado por Pedro Martins.

460 páginas, Editora Fantasy – Casa da Palavra, publicado no ano de 2013.
*Título Original: The last days of Krypton.

Nota do resenhista: [rating=3]Como a própria premissa diz, apesar de parecer o século 17, não é. É o governo da Nova Ordem, no qual você é retirado de sua casa, preso e acusado de bruxaria.

Bruxos e Bruxas é um romance com uma mitologia de fato muito boa, mas com uma construção um tanto inadequada.



   Tempo: Para ler de um tiro só no final de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição: Para quem não gosta de coisas moderninhas.

   Princípios ativos: Fantasia, Bruxos, Magia, Aventura e Mistério.


Bruxos e Bruxas, por James Patterson e Gabrielle Charbonet.

Whitford e Wisteria são irmãos, que brigam como outros quaisquer, mas que no fundo se amam. Inesperadamente, em uma noite qualquer, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, têm sua residência invadida por soldados do grupo denominado Nova Ordem, que assumiu o controle político recentemente. O pesadelo só estava começando. As centenas de soldados da N.O. sequestram os irmãos e os levam para um reformatório, que posteriormente Whit percebe ser na verdade um antigo hospital psiquiátrico.
O regime totalitarista Nova Ordem é regido por um bruxo que odeia os seus iguais, chamado “O Único que é Único”. Nesse regime existem pessoas denominadas “Únicas” para comandarem cada área governamental, como “O Único que Julga” ou “O Único que Faz”. O regime também oprime a música, a internet, os livros, a arte ou a beleza.
Whit, o até então jovem de 17 anos super popular dentro da escola, juntamente com sua irmã Wisty, de 15 anos, ficam se perguntando o que fizeram de tão errado para tudo aquilo. A acusação é simples e única: bruxaria.
Os irmãos ficam abismados com a acusação, pois eles próprios não sabiam que eram bruxos, mas essa idéia logo é dissolvida. Na prisão, coisas estranhas começam a acontecer: a irmã mais nova, Wisty, entra em combustão diversas vezes, brilha e até mesmo flutua durante o sono, já Whit, o irmão mais velho, consegue se comunicar com os “Meia-Luzes” – pessoas que já morreram.
A estória se inicia com uma cena de fato bem impactante e assustadora, a execução da família Allgood. A principio, o leitor não sabe quando isso aconteceu. O que o leva a ter mais interesse ainda pela trama.

Apesar de a premissa ser realmente interessante, o modo como o autor nos transmite a história – em pequenos capítulos narrados alternadamente pelos irmãos em 1º pessoa – não me agradou muito, pois não consegui me apegar aos personagens, esses em minha opinião não foram muito bem construídos e explorados, assim dizendo. O fato de os irmãos simplesmente aceitarem tão facilmente e rapidamente que são bruxos também me incomodou muito, pois isso quebrou totalmente a realidade da obra, apesar de ela ser fictícia.
Em contrapartida a tais aspectos, a edição produzida pela Editora Novo Conceito é simplesmente fantástica, desde sua capa – com efeitos em alto relevo e uma arte realmente bonita – até a composição das páginas – produzidas em papel pólen com uma tipografia altamente agradável de ler, com fonte tamanho 12 e espaçamento duplo. Algo que todos os bookaholics tanto prezam!
Mesmo com tantas características negativas, não vou negar que estou ansioso pela continuação, contudo, como o livro faz parte de uma série, prefiro acreditar que isso seja mais trabalhado nos próximos volumes!

Resenhado por Pedro Martins.

287 páginas, Editora Novo Conceito, publicado no ano de 2013.
*Título Original: Witch & Wizard.

Entrevistamos recentemente o escritor Paulo Levy, autor de Réquiem para um Assassino e Morte na Flip, dois romances policiais consagrados por várias revistas, blogs e jornais.

Revista Veja
“Fã dos detetives clássicos como o Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle e o Hercule Poirot de Agatha Christie, neste primeiro romance policial (Réquiem para um assassino) Paulo Levy faz jus a esses grandes modelos.”

Diário da Manhã – Goiania
“A cada cena, um suspense no ar. Esta é a sensação que, muitas vezes, transmite a leitura de um romance policial, o que transforma o gênero em um dos mais preferidos dos leitores, com novidades circulando capítulo a capítulo. É o caso da obra Réquiem para um Assassino.”

Diário do Comércio – São Paulo
“Novamente, como em Réquiem para um assassino, Levy se mostra um mestre no gênero policial, capaz de produzir entretenimento de alto nível.”
“Em Morte na Flip Levy revela toda sua envergadura de escritor policial de nível internacional”

Entrevista com Paulo Levy.
Por: Pedro Martins – Clube do Livro Potterish.

01 – Até o momento você já possui duas obras publicadas, antes disso você já tinha algum contato profissional com a área da literatura?
R: “Sim. Em 2000 abri a primeira editora de livros digitais do Brasil, a Escreva, que depois veio a se tornar Foglio, fruto de uma sociedade que formei com as editoras Objetiva e Campus. Depois disso, trabalhei por 5 anos na Objetiva. Fui responsável pela abertura do escritório da editora em São Paulo. De lá para cá, não larguei mais o meio editorial.”

02 – Ser escritor sempre foi um sonho ou tudo aconteceu inesperadamente?
R: “Foi um sonho de infância que permaneceu adormecido em mim até 2010, quando visitei Paraty e onde surgiu a ideia de criar um personagem policial.”

02 – Você tem algum gênero literário favorito? Possui algum escritor ou alguma obra os quais te inspiram?
R: “Gosto de boas histórias, de histórias bem contadas. Como estilo de texto gosto muito de Ernest Hemingway, Grahan Green e Paul Theroux.”

03 – Como escritor, você possui algum sonho?
R: “Viver dos meus livros.”

04 – Há boatos de que a sua primeira obra, “Réquiem para um Assassino”, vai ser adaptado para o cinema. Podemos esperar alguma coisa em relação a isso? Caso sim, como esta o andamento do projeto?
R: “Os boatos são verdadeiros. Fechei a adaptação dos livros com uma grande produtora de São Paulo. Estamos estudando se a adaptação será para o cinema ou uma mini-série para a TV.”

05 – Apesar de o Brasil ter muitos canais e blogs literários, esses na maioria das vezes estão sempre com o foco voltado para autores e obras estrangeiras. Se formos analisar a literatura Brasileira possuímos muitos nomes famosos, tais como Machado de Assis, Jorge Amado, dentre outros da atualidade. Em sua opinião, existe alguma razão para tal fato?
R: “Acredito que dois fatores contribuem para esse estrangeirismo na oferta de títulos nas livrarias: a grande oferta de autores best-sellers estrangeiros é bem maior que a brasileira e o preconceito do leitor brasileiro a respeito das obras escritas por autores nacionais.”

06 – Sabemos que o processo de criação de um livro é um trabalho extremamente árduo. Existe alguma dica que você possa dar á pessoas que sonham em se tornar escritores?
R: “Fixe uma rotina de produção diária. Crie metas de produção. Não existe arte sem disciplina.”

07 – Agora a pergunta que não quer calar: podemos esperar mais alguma aventura do delegado Dornelas?!
R: “Estou escrevendo o terceiro livro. Virá em 2014.”

08 – E para finalizar, você gostaria de enviar uma mensagem aos nossos leitores?
R: “Valorizem a produção literária produzida no Brasil. O mundo inteiro está de olho no que fazemos aqui. Por que nós brasileiros não fazemos o mesmo?”

Não deixem de conferir a nossa resenha sobre Réquiem para um Assassino aqui.

Nota do resenhista: [rating=5]Hoje é um grande dia para Pedro Martins! Estreando em grande estilo ele fala um pouco sobre o livro “Réquiem para um Assassino”, então não deixe de comentar!

“- E a policia militar, vai demorar? É preciso segurar essa multidão.
– Devem chegar logo. Já chamei a perícia e o IML, mas acho que eles não vão poder fazer muita coisa com a maré seca desse jeito.
– Eles vão demorar umas boas horas para chegar aqui. Se a maré subir, vamos perder algum rastro ou marca de como o corpo chegou até lá – disse o delegado apontando para as poças de água suja com natas fruta-cor. – Quanto tempo para os bombeiros?
– Meia hora, uma hora. Depende da papelada.
– Não vai dar tempo. A maré já esta subindo.”



   Tempo: Para ler de um tiro só no fim de semana;

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira;

   Restrição: Para quem não gosta de romances policiais;

   Princípios ativos: Investigação, política, comércio local, tráfico de drogas, prostituição.


 Réquiem Para Um Assassino, por Paulo Levy

Parecia uma manhã qualquer em Palmyra, cidade histórica com poucos habitantes situada ao litoral do Rio de Janeiro. Quando o delegado Joaquim Dornelas, ao sair para o trabalho, percebe um movimento estranho nas ruas. Diante da Igreja de Santa Teresa e da Antiga Cadeia, no Centro Histórico, a população observa o corpo de um homem atolado na lama seca do canal. O problema é que não há pistas nenhuma sobre como esse assassinato ocorrera e muito menos qual fora o seu motivo. O corpo não apresenta sinais algum de violência, ferimentos, nada, apenas um band-aid na dobra interna do braço esquerdo.

A partir das informações obtidas, que são quase nulas, Joaquim Dornelas – amante de cachaça e mingau de farinha láctea – parte para o trabalho duro em cima da investigação do “Crime do Mangue”. Ao longo da história, Dornelas se mostra um excelente profissional, um investigador incrível, mas apesar de tudo, com uma vida pessoal conturbada e cheia de problemas, associados á recente separação com a mulher e a mudança desta com seus dois filhos para uma cidade longínqua.

Um dos aspectos positivos na trama é a abordagem dos diversos problemas sociais presentes atualmente no nosso país. O autor consegue retrata-los muito bem, algumas vezes de uma forma irônica. Durante sua investigação, Dornelas é obrigado a se envolver com políticos, traficantes de drogas, prostitutas e uma comunidade de pescadores, onde todos eles de alguma forma parecem estar emaranhados com o crime. Os personagens são muito bem explorados, juntamente com o cenário, cheio de pontos turísticos famosos os quais alguns leitores certamente serão capazes de reconhecer!

Réquiem para um Assassino é o livro de estréia do ex-publicitário Paulo Levy. Engana-se quem pensa que por ser um livro de estréia a obra não seja boa, pois é ótima, digna de cinco estrelas. Cada pista, cada idéia do delegado, por menor que sejem são capazes de deixar qualquer um louco para saber o final da história e até mesmo se estava realmente certo em relação ao seu palpite sobre o verdadeiro assassino – que acreditem, são capazes de mudar a todo o instante!

Paulo Levy conseguiu criar uma história tão apreensiva que você não consegue largar um minuto sequer! Já fora publicado uma outra aventura do delegado Dornelas, Morte na Flip, o qual estou super ansioso para ler!

Resenhado por Pedro Martins.

224 páginas, Editora Bússola, publicado no ano de 2011.


Sorteios

 Nota do resenhista:[rating=5] Você é fã de crônicas? Gosta de uma escrita jovial e cotidiana, mas ao mesmo tempo cheia de detalhes? Então, com certeza vai adorar as histórias de Talita Facco, publicadas em sua estréia literária: “Crônicas românticas e outras histórias”.




   Tempo:  Para ler aos poucos degustando a leitura.

   Finalidade:  Para se divertir.

   Restrição:  Nenhuma!

   Princípios ativos:  Crônicas, Estações do Ano, Datas comemorativas, Londres.



Cônicas românticas e outras histórias, de Talita Facco

Primavera ao Inverno, do Dia das Mães ao Dia dos Pais, do Natal ao Ano Novo, em “Crônicas românticas e outras histórias”, Talita Facco, paulistana e bookaholic nata, logo em sua estréia Da literária constrói não só uma, mas várias histórias em uma só obra.
As quatro primeiras crônicas narram em terceira pessoa a história de um casal recém casado que resolve se mudar para um subúrbio de Londres, passando pelas mais diversas situações, tais como uma intriga com os vizinhos e algumas discussões durante a madrugada, nas quatro estações do ano.

“A temperatura já havia mudado, o último floco de neve derreteu há muito e uma nova estação começou cheia de vida e força.”

“— Ora, Thomas, não me venha com bobagens, ok? Alguém terá que ir lá ainda hoje ver se eles realmente estão adequados para morar no nosso bairro!”

Os outros seis textos são sobre o cotidiano de alguns personagens vivendo as datas comemorativas mais importantes do ano, tais como o turbulento Dia das Mães da pequena Mila e o surpreendente Ano Novo da jovem Mari.

“Afinal, o ano era outro, mas estava na hora de criar novas oportunidades e, apesar daquela virada ter sido bem diferente, ela adorou.”

A primeira coisa que tenho a dizer é sobre cenário que a autora construiu em sua obra, da capital da Inglaterra ao Sudeste brasileiro. É simplesmente fantástico, realístico! Quanto aos personagens, é impossível não querer saber o que aconteceu depois com cada um deles, de cada história, além de amá-los, ficar com raiva, odiá-los algumas vezes por certas atitudes e até mesmo se identificar!

“A cena do ocorrido passava por sua cabeça e ela chorava copiosamente.”

Uma coisa que eu posso afirmar com toda a certeza é que todos os amantes do gênero literário crônica amarão esse livro. E os que não têm tanta preferência, certamente gostarão de ler e degustar boas histórias, com fatos inesperados e cotidianos.
O que acrescentar mais? Eu simplesmente adorei a obra, a escrita. Poucas páginas, mas magníficas!

Resenhado por Pedro Martins

72 páginas, Editora Multifoco, publicado no ano de 2013.

“O endereço na carta era bem claro, mas não existia:

Arcos da Lapa, número 11. Centro.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil.”

“Por obséquio, entrar de costas.”

Jo_Rowling

Certamente esse é o sonho de todo potterhead brasileiro. Isso eu posso afirmar com toda a certeza do mundo, pois sou um em nível extremo! Imaginem se a nossa querida Tia Jô construísse uma escola de magia e bruxaria aqui no Brasil? Não seria o máximo?! Pois é, a principio seria, mas, quando paramos para pensar um pouco mais a fundo, será que tal escola brasileira, se pensada pela Tia Jô, ficaria tão realista quanto a tão conhecida Hogwarts?

Por mais que seja doloroso, a resposta da pergunta anterior seria não, pois a nossa J.K. Rowling, sendo britânica, ao escrever a série Harry Potter, usou como material a cultura e o folclore europeu. A cultura e o folclore que ela conhece! Ou seja, imaginem uma escola no Brasil com tais costumes e crenças britânicos . Não combinaria, né?

Mas e nosso sonho de ver escolas de magia no Brasil?! Como ficaria?

Foi então que aconteceu um fato incrível: em uma entrevista com J.K. Rowling, um fã perguntou se ela escreveria sobre uma escola de magia nos Estados Unidos e ela respondeu que não, mas que ele podia se sentir livre para criar a sua! Renata Ventura, potterhead carioca, imbuída do mesmo desejo de ver uma escola de magia e bruxaria no Brasil, aceitou o desafio e idealizou uma trama em que existem cinco escolas – uma em cada região do país – considerando que a diferença populacional entre o Brasil e a Europa é exorbitante, assim como o território físico dos locais em questão. Então ela se envolveu em profunda pesquisa sobre a cultura e o folclore nacional, imaginando uma escola dentro da NOSSA cultura, considerando o tamanho do nosso país, a riquíssima história brasileira, o folclore e os preconceitos sociais que temos!

Renata_Ventura

Feita essa pesquisa, a autora brasileira então decidiu seguir um caminho oposto ao de Jô, escolhendo colocar um anti-herói como personagem principal! Imaginem um Snape como protagonista! *-* Só que com um tempero bem mais carioca!

O resultado foi o maravilhoso livro “A Arma Escarlate” com 488 páginas, publicado atualmente pela editora Novo Século, depois de se esgotar em sua primeira tiragem de 1.500 exemplares (pelo selo Novos Talentos) ainda na bienal de 2012, em São Paulo. Como era de se imaginar, a obra está sendo muitíssimo elogiada por todos que a leram!

Hugo Escarlate é um protagonista muito mais agressivo, impulsivo e arrogante do que a maioria dos que estamos acostumados, e isso torna tudo no livro muito legal. Imagine um jovem desses com uma varinha nas mãos . Não preciso nem dizer que o resultado beira o catastrófico!

Hugo, após descobrir-se bruxo, percebe que isso pode salvar sua vida e foge da favela Santa Marta e dos traficantes para a escola carioca de bruxaria – localizada dentro do Corcovado! – imaginem o tamanho dessa escola… o.0

Lá, logo de início, nos deparamos com vários tipos de alunos e professores: uns muito tradicionalistas, querendo sempre seguir o padrão europeu (como a “gangue” dos Anjos), e outros, que praticamente tem pavor disso, e tentam ser mais originais, como é o caso de Viny Y-Piranga, um dos personagens mais amados do livro, e integrante dos Pixies, a “gangue” adversária. Isso acaba fazendo com que nós, leitores, nos apeguemos mais a alguns personagens do que a outros, e ainda sintamos raiva de alguns, o que na verdade é ótimo, pois isso mostra o quão boa é a narrativa da autora!

Além dos feitiços que aparecem no livro serem em Tupi, Guarani e Iorubá, os sotaques dos personagens são uma atração à parte! Como a Korkovado recebe alunos da região sudeste inteira, a grande diversidade de linguajares entre alunos mineiros, cariocas, paulistas e capixabas torna tudo ainda mais realista e, por que não, divertido! Sem contar o professor gaúcho, que é incrível.

“Aqui, aquilo que ocê fez na loja foi bão demais da conta! Sabe que a dona ficou tão distraída que nem cobrou extra pela caixinha especial que eu levei?”

Usar dialetos regionais em diálogos é algo muito comum nos livros estrangeiros, mas quando esses livros chegam ao Brasil, eles infelizmente são traduzidos ao português padrão e perdem toda a sua mágica! (É o caso do nosso Hagrid, que tem um sotaque maravilhosamente pesado no original, e, aqui, fala um português perfeitinho…).

Em minha opinião, Renata fez muito bem em adicionar nossos sotaques e dialetos porque, além de enriquecer a obra ainda mais, nós sentimos que os bruxinhos do livro são como a gente! Nos identificamos mais ainda com eles!

A obra é simplesmente fantástica, porque consegue falar do Brasil – dos nossos problemas e qualidades – e falar de magia ao mesmo tempo! Consegue divertir e nos fazer pensar! Em suma, é uma obra que merece ser lida por todos!
E como é bom saber que a magia não acabou. *-*

O segundo volume da saga intitulado de “A Comissão Chapeleira” será lançado ainda esse ano e já está mexendo com os nervos dos fãs . Com tamanha expectativa, um deles chegou a criar uma capa para este segundo volume que durante algum tempo acreditou-se ser a oficial. Mas é importante deixar bem claro que a capa oficial de “A Comissão Chapeleira” ainda não foi revelada pela editora, como já dissemos anteriormente aqui (hiperlink pro post).

Indico não só a potterheads, que irão encontrar várias referências maravilhosas a alguns eventos de HP (dica: preste atenção na data em que a estoria se passa), como também a leitores amantes de literatura fantástica, e é claro, a quem gosta de uma boa história! Pois sobretudo, Renata Ventura se mostra uma excelente contadora de histórias, capaz de despertar emoções diversas nos leitores a cada capítulo e de maneira distinta para cada personagem.

“…tivera notícias de que a Grã-Bretanha estava na iminência de ser destruída por um psicopata assassino e sua gangue.”

 

Resenhado por Pedro Martins
Revisado por Ana Leme.

Saiba mais sobre a autora através deste link e confira também o nosso podcast com a autora aqui.

Nota do resenhista:[rating=5] Você usa o YouTube como forma de lazer e entretenimento? Acompanha seus vloggers e seus vlogs favoritos? Nessa obra você acompanhará o surgimento do mais conhecido do Brasil, em uma visão de quem sempre esteve nos bastidores, por trás da câmera!

“Minha paixão pela vida artística, mais minha paixão pela internet só poderiam resultar em uma coisa: a vontade de misturar arte com internet.”




   Tempo: Para ler de um tiro só no fim de semana.

   Finalidade: Para refletir.

   Restrição: Para quem não gosta de coisas moderninhas.

   Princípios ativos: Internet, Vlogs, Não faz Sentido, Felipe Neto, Internet.



Não Faz Sentido – Por trás da Câmera, por Felipe Neto.

Você provavelmente conhece o “Não Faz Sentido”, e se lembra da sua explosão de sucesso em meados de 2010, quando vídeos sobre “Crepúsculo” e “Gente Colorida”, por exemplo, foram ao ar, fazendo com que muitas pessoas ficassem com raiva e até odiassem Felipe Neto, o maior vlogger do Brasil.

“A verdade é que aconteceu o inverso do que os fãs de Cine e Restart queriam. Em suas ingenuidades, tadinhos, eles acabaram sendo os maiores divulgadores que o Não faz Sentido já teve.”

Em sua estréia literária, Felipe expõe a sua outra face, sem os óculos escuros, e nos conta tudo sobre o “Não Faz Sentido”, desde o seu processo de criação, até o seu auge, passando por difíceis momentos, acompanhados de diversas críticas negativas e o levando a depressão.
Se você é um youtuber, além da possibilidade de degustar uma leitura prazerosa, ainda poderá extrair diversas dicas e conselhos. Se você acompanha o trabalho de Felipe e o admira, também deve ler. Mas se você é uma daquelas pessoas fãs de vários temas já criticados, e morre de raiva dele, em minha opinião você é a pessoa que COM CERTEZA deve ler! Por quê? Pois em sua obra, Felipe tem a oportunidade de explicar tudo, dizendo o que é verdade e o que não é, defender a sua opinião com argumentos – bem convincentes e que fazem todo sentido -, como a imprensa o detonou e, por exemplo, que o vídeo “Fiukar” não tem como alvo somente o Fiuk!

“Qualquer pessoa que comece a produzir conteúdo para na internet, tendo como objetivos únicos a fama e o dinheiro já está fadada ao fracasso”

Quanto à escrita em primeira pessoa de Felipe Neto, eu não tenho nem o que falar, pois ela é fantástica: essencial para o enredo do livro, com um toque de humor, aparentemente super sincera e ainda com uma interação para com o leitor!

“Longe de min querer dar uma de Augusto Cury, mas se eu tenho um único conselho para dar é este: levanta essa bunda e vai realizar as idéias que você tem na cabeça, seja elas quais forem.”

A edição do livro faz jus a escrita, pois além de papel pólen, letras grandes e espaçamento duplo, a forma como a editora diagramou a obra é incrível, sendo que a parte que eu mais gostei foram os símbolos QR Code em cada fim de capítulo, dando acesso aos vídeos citados no mesmo.

Resenhado por Pedro Martins.

271 páginas, Editora Casa da Palavra, publicado no ano de 2013.

Nota do resenhista:[rating=2] Com uma Nova Ordem ainda mais brutal e O Único ainda mais disposto a realizar tudo para alcançar seus objetivos, “O Dom” parece ter uma história incrível, mas não é realmente assim.

“Achava que a Nova Ordem tinha banido toda a forma de arte, mas estava errada: a fina arte da tortura humana está viva aqui e passa bem.”




   Tempo: Para ler de um tiro só no fim de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição:  Para quem não gosta de perder tempo com narrativas que se enrolam.

   Princípios ativos: Fantasia, Bruxos, Magia, Aventura e Mistério.


O Dom, por James Patterson e Ned Rust

Na continuação da série “Bruxos e Bruxas”, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, continuam fugindo da perseguição do Único que é Único e do regime totalitário e brutal denominado Nova Ordem, que oprime a música, a internet, os livros, a arte ou a beleza. Agora, além de eles estarem sem Margô e Célia, estão também sem nenhuma informação do paradeiro de seus pais, que a essa altura provavelmente já estão mortos.
O livro se inicia, assim como o anterior, com uma cena bem impactante, uma execução. Logo eu já previa que me interessaria e gostaria de “O Dom”, ao contrário do que aconteceu em “Bruxos e Bruxas”. Nessa continuação Whit e Wisty já sabem controlar melhor os seus poderes. O Único está atrás de um Dom que Wisty possui, e ele irá fazer de tudo para consegui-lo.
Porém, toda essa ansiedade e pensamento de que eu iria gostar do livro foi embora nas próximas páginas. Eu me enganei, a história realmente não evolui nada. Primeiramente, um ponto que me indignou muito foi o fato dos irmãos aceitarem a sua magia muito facilmente, o que acontece no primeiro volume também. Ficou artificial. Explicando melhor: os acontecimentos mágicos acontecem simplesmente do nada, sem nenhum dos dois realizar algo, e eles aceitam. Então, para um fã de histórias de magia, isso com certeza prejudica muito a história.

“Damos saltos cada vez maiores e mais altos, até termos penas e patas. Somos parte leão, parte pássaro… nos transformamos num grifo.”

É bem difícil dizer o porquê de eu não ter gostado de “O Dom”, simplesmente não senti nada ao terminar de lê-lo, como se esse não fosse fazer falta quando eu ler o terceiro da série, pois em minha opinião a narrativa se enrola, não acontece nada de mais. “Bruxos e Bruxas” ainda tinha uma premissa legal, e apesar de não ser bem construído, a história não andou em círculos.
Nessa obra, James Patterson não escreve mais com Gabrielle Charbonet e sim com Ned Rust. O motivo da troca eu não sei, mas a estrutura da narrativa se mantém em pequenos capítulos narrados alternadamente pelos irmãos em 1ª pessoa.
Os personagens não evoluíram, continuam com as mesmas piadinhas sem graça e às vezes são irritantes.

“- Vou virar tendência. Isso aqui, mano, é estilo “Resistência Chique”. Com certeza vai pegar.
Whit dá uma risadinha. Não espero que ele me entenda, pois ele gosta de meninas cheias de curvas e cabelos de princesa.”

Quanto à edição feita pela Editora Novo Conceito, ela se mantém a mesma, fantástica! A capa é emborrachada, com o título metalizado e a palavra D em alto relevo. As páginas são produzidas em papel pólen e possuem uma tipografia altamente agradável de ler, com fonte tamanho 12 e espaçamento duplo.
Mesmo não tendo gostado desse livro, pretendo ler os próximos e resenhá-los, pois, apesar de não ter muita esperança de melhorias significativas, estou curioso para saber o final da história!
Vocês já leram algum dos livros da série? Gostaram? Deixe nos comentários para que possamos discutir sobre isso!

Resenhado por Pedro Martins.

285 páginas, Editora Novo Conceito, publicado no ano de 2013.
*Título Original: The Gift.

Nota do resenhista:[rating=5] Você provavelmente já ouviu falar do Super-Homem, um dos maiores super heróis de todos os tempos, mas muito provavelmente não conhece a história que antecede a sua chegada ao Planeta Terra, quando o pequeno veio em uma nave praticamente afugentado de sua terra natal.




   Tempo: Para ler de uma vez só no fim de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição: Para quem não gosta de romances de ficção cientifica.

   Princípios ativos: Super Heróis, Ficção Cientifica, Aventura, Politica, Traição.



Os Últimos dias de Krypton, por Kevin J. Anderson.

Antes do pequeno Kal-El, filho de Jor-El, um cientista altamente respeitado, e de Lara, uma artista e historiadora nata, ser enviado à Terra, com o intuito de fugir da catástrofe e da destruição, o seu planeta natal, Krypton, prosperava e era, para alguns, uma sociedade utópica, – com baixos índices de criminalidade, repleto de tecnologia e paisagens exuberantes.
Jor-El sempre foi fascinado pela ciência, assim como seu irmão Zor-El e seu pai Yar-El, procurando sempre desenvolver novas tecnologias e invenções com o puro intuito de ajudar a melhorar cada vez mais o seu planeta, mas infelizmente sempre foi barrado pelo Comissário Zod, líder da Comissão para Aceitação da Tecnologia.

“Em instantes, se a experiência funcionasse, Jor-El abriria uma porta para outra dimensão, um universo paralelo, talvez até mais do que um.”

No início do livro, Jor-El e Lara ainda não se conhecem; em uma ocasião inusitada, além de se apaixonarem, tudo começa a acontecer: a chegada de um alienígena desencadeia alguns fatos terríveis, tais como a grande chance de Zod para subir ao poder e o início da ruina de Krypton.

“- É aquilo para o que Zor-El vem nos alertando… a ciência que o Conselho não levou a sério.”

Eu confesso que comecei a ler essa obra meio que com o pé atrás, como diz o ditado. Muitos nomes, acontecimentos simultâneos e até mesmo a presença de uma leve linguagem cientifica me deixaram assustado. Mas Kevin J. Anderson, com uma narrativa agradável e viciante, consegue muito bem nos apresentar uma história intrigante envolvendo política, conspiração, traição, drama, romance, aventura e muita ação.
Os tantos personagens presentes no romance são muito bem construídos, sendo impossível não se apegar a amável Lara e odiar com todas as forças o Comissário Zod, por exemplo. Visitar Kandor, Borga City, Argo City, dentre outros cenários presentes na obra é uma experiência ótima, sendo esses muito bem construídos também!
A editora Fantasy, por sua vez, está de parabéns quanto a bela edição feita na obra. Além de papel pólen e uma tipografia agradável de se ler, eu particularmente não achei erros ortográficos ou de concordância no texto.
Se você é fã das histórias em quadrinhos e dos filmes do Super-Homem, decididamente não pode ficar sem ler “Os Últimos dias de Krypton”, mas se não é, sinta-se convidado à entrar no universo e se surpreender muito positivamente, como aconteceu comigo!

Resenhado por Pedro Martins.

460 páginas, Editora Fantasy – Casa da Palavra, publicado no ano de 2013.
*Título Original: The last days of Krypton.

Nota do resenhista: [rating=3]Como a própria premissa diz, apesar de parecer o século 17, não é. É o governo da Nova Ordem, no qual você é retirado de sua casa, preso e acusado de bruxaria.

Bruxos e Bruxas é um romance com uma mitologia de fato muito boa, mas com uma construção um tanto inadequada.



   Tempo: Para ler de um tiro só no final de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição: Para quem não gosta de coisas moderninhas.

   Princípios ativos: Fantasia, Bruxos, Magia, Aventura e Mistério.


Bruxos e Bruxas, por James Patterson e Gabrielle Charbonet.

Whitford e Wisteria são irmãos, que brigam como outros quaisquer, mas que no fundo se amam. Inesperadamente, em uma noite qualquer, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, têm sua residência invadida por soldados do grupo denominado Nova Ordem, que assumiu o controle político recentemente. O pesadelo só estava começando. As centenas de soldados da N.O. sequestram os irmãos e os levam para um reformatório, que posteriormente Whit percebe ser na verdade um antigo hospital psiquiátrico.
O regime totalitarista Nova Ordem é regido por um bruxo que odeia os seus iguais, chamado “O Único que é Único”. Nesse regime existem pessoas denominadas “Únicas” para comandarem cada área governamental, como “O Único que Julga” ou “O Único que Faz”. O regime também oprime a música, a internet, os livros, a arte ou a beleza.
Whit, o até então jovem de 17 anos super popular dentro da escola, juntamente com sua irmã Wisty, de 15 anos, ficam se perguntando o que fizeram de tão errado para tudo aquilo. A acusação é simples e única: bruxaria.
Os irmãos ficam abismados com a acusação, pois eles próprios não sabiam que eram bruxos, mas essa idéia logo é dissolvida. Na prisão, coisas estranhas começam a acontecer: a irmã mais nova, Wisty, entra em combustão diversas vezes, brilha e até mesmo flutua durante o sono, já Whit, o irmão mais velho, consegue se comunicar com os “Meia-Luzes” – pessoas que já morreram.
A estória se inicia com uma cena de fato bem impactante e assustadora, a execução da família Allgood. A principio, o leitor não sabe quando isso aconteceu. O que o leva a ter mais interesse ainda pela trama.

Apesar de a premissa ser realmente interessante, o modo como o autor nos transmite a história – em pequenos capítulos narrados alternadamente pelos irmãos em 1º pessoa – não me agradou muito, pois não consegui me apegar aos personagens, esses em minha opinião não foram muito bem construídos e explorados, assim dizendo. O fato de os irmãos simplesmente aceitarem tão facilmente e rapidamente que são bruxos também me incomodou muito, pois isso quebrou totalmente a realidade da obra, apesar de ela ser fictícia.
Em contrapartida a tais aspectos, a edição produzida pela Editora Novo Conceito é simplesmente fantástica, desde sua capa – com efeitos em alto relevo e uma arte realmente bonita – até a composição das páginas – produzidas em papel pólen com uma tipografia altamente agradável de ler, com fonte tamanho 12 e espaçamento duplo. Algo que todos os bookaholics tanto prezam!
Mesmo com tantas características negativas, não vou negar que estou ansioso pela continuação, contudo, como o livro faz parte de uma série, prefiro acreditar que isso seja mais trabalhado nos próximos volumes!

Resenhado por Pedro Martins.

287 páginas, Editora Novo Conceito, publicado no ano de 2013.
*Título Original: Witch & Wizard.

Entrevistamos recentemente o escritor Paulo Levy, autor de Réquiem para um Assassino e Morte na Flip, dois romances policiais consagrados por várias revistas, blogs e jornais.

Revista Veja
“Fã dos detetives clássicos como o Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle e o Hercule Poirot de Agatha Christie, neste primeiro romance policial (Réquiem para um assassino) Paulo Levy faz jus a esses grandes modelos.”

Diário da Manhã – Goiania
“A cada cena, um suspense no ar. Esta é a sensação que, muitas vezes, transmite a leitura de um romance policial, o que transforma o gênero em um dos mais preferidos dos leitores, com novidades circulando capítulo a capítulo. É o caso da obra Réquiem para um Assassino.”

Diário do Comércio – São Paulo
“Novamente, como em Réquiem para um assassino, Levy se mostra um mestre no gênero policial, capaz de produzir entretenimento de alto nível.”
“Em Morte na Flip Levy revela toda sua envergadura de escritor policial de nível internacional”

Entrevista com Paulo Levy.
Por: Pedro Martins – Clube do Livro Potterish.

01 – Até o momento você já possui duas obras publicadas, antes disso você já tinha algum contato profissional com a área da literatura?
R: “Sim. Em 2000 abri a primeira editora de livros digitais do Brasil, a Escreva, que depois veio a se tornar Foglio, fruto de uma sociedade que formei com as editoras Objetiva e Campus. Depois disso, trabalhei por 5 anos na Objetiva. Fui responsável pela abertura do escritório da editora em São Paulo. De lá para cá, não larguei mais o meio editorial.”

02 – Ser escritor sempre foi um sonho ou tudo aconteceu inesperadamente?
R: “Foi um sonho de infância que permaneceu adormecido em mim até 2010, quando visitei Paraty e onde surgiu a ideia de criar um personagem policial.”

02 – Você tem algum gênero literário favorito? Possui algum escritor ou alguma obra os quais te inspiram?
R: “Gosto de boas histórias, de histórias bem contadas. Como estilo de texto gosto muito de Ernest Hemingway, Grahan Green e Paul Theroux.”

03 – Como escritor, você possui algum sonho?
R: “Viver dos meus livros.”

04 – Há boatos de que a sua primeira obra, “Réquiem para um Assassino”, vai ser adaptado para o cinema. Podemos esperar alguma coisa em relação a isso? Caso sim, como esta o andamento do projeto?
R: “Os boatos são verdadeiros. Fechei a adaptação dos livros com uma grande produtora de São Paulo. Estamos estudando se a adaptação será para o cinema ou uma mini-série para a TV.”

05 – Apesar de o Brasil ter muitos canais e blogs literários, esses na maioria das vezes estão sempre com o foco voltado para autores e obras estrangeiras. Se formos analisar a literatura Brasileira possuímos muitos nomes famosos, tais como Machado de Assis, Jorge Amado, dentre outros da atualidade. Em sua opinião, existe alguma razão para tal fato?
R: “Acredito que dois fatores contribuem para esse estrangeirismo na oferta de títulos nas livrarias: a grande oferta de autores best-sellers estrangeiros é bem maior que a brasileira e o preconceito do leitor brasileiro a respeito das obras escritas por autores nacionais.”

06 – Sabemos que o processo de criação de um livro é um trabalho extremamente árduo. Existe alguma dica que você possa dar á pessoas que sonham em se tornar escritores?
R: “Fixe uma rotina de produção diária. Crie metas de produção. Não existe arte sem disciplina.”

07 – Agora a pergunta que não quer calar: podemos esperar mais alguma aventura do delegado Dornelas?!
R: “Estou escrevendo o terceiro livro. Virá em 2014.”

08 – E para finalizar, você gostaria de enviar uma mensagem aos nossos leitores?
R: “Valorizem a produção literária produzida no Brasil. O mundo inteiro está de olho no que fazemos aqui. Por que nós brasileiros não fazemos o mesmo?”

Não deixem de conferir a nossa resenha sobre Réquiem para um Assassino aqui.

Nota do resenhista: [rating=5]Hoje é um grande dia para Pedro Martins! Estreando em grande estilo ele fala um pouco sobre o livro “Réquiem para um Assassino”, então não deixe de comentar!

“- E a policia militar, vai demorar? É preciso segurar essa multidão.
– Devem chegar logo. Já chamei a perícia e o IML, mas acho que eles não vão poder fazer muita coisa com a maré seca desse jeito.
– Eles vão demorar umas boas horas para chegar aqui. Se a maré subir, vamos perder algum rastro ou marca de como o corpo chegou até lá – disse o delegado apontando para as poças de água suja com natas fruta-cor. – Quanto tempo para os bombeiros?
– Meia hora, uma hora. Depende da papelada.
– Não vai dar tempo. A maré já esta subindo.”



   Tempo: Para ler de um tiro só no fim de semana;

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira;

   Restrição: Para quem não gosta de romances policiais;

   Princípios ativos: Investigação, política, comércio local, tráfico de drogas, prostituição.


 Réquiem Para Um Assassino, por Paulo Levy

Parecia uma manhã qualquer em Palmyra, cidade histórica com poucos habitantes situada ao litoral do Rio de Janeiro. Quando o delegado Joaquim Dornelas, ao sair para o trabalho, percebe um movimento estranho nas ruas. Diante da Igreja de Santa Teresa e da Antiga Cadeia, no Centro Histórico, a população observa o corpo de um homem atolado na lama seca do canal. O problema é que não há pistas nenhuma sobre como esse assassinato ocorrera e muito menos qual fora o seu motivo. O corpo não apresenta sinais algum de violência, ferimentos, nada, apenas um band-aid na dobra interna do braço esquerdo.

A partir das informações obtidas, que são quase nulas, Joaquim Dornelas – amante de cachaça e mingau de farinha láctea – parte para o trabalho duro em cima da investigação do “Crime do Mangue”. Ao longo da história, Dornelas se mostra um excelente profissional, um investigador incrível, mas apesar de tudo, com uma vida pessoal conturbada e cheia de problemas, associados á recente separação com a mulher e a mudança desta com seus dois filhos para uma cidade longínqua.

Um dos aspectos positivos na trama é a abordagem dos diversos problemas sociais presentes atualmente no nosso país. O autor consegue retrata-los muito bem, algumas vezes de uma forma irônica. Durante sua investigação, Dornelas é obrigado a se envolver com políticos, traficantes de drogas, prostitutas e uma comunidade de pescadores, onde todos eles de alguma forma parecem estar emaranhados com o crime. Os personagens são muito bem explorados, juntamente com o cenário, cheio de pontos turísticos famosos os quais alguns leitores certamente serão capazes de reconhecer!

Réquiem para um Assassino é o livro de estréia do ex-publicitário Paulo Levy. Engana-se quem pensa que por ser um livro de estréia a obra não seja boa, pois é ótima, digna de cinco estrelas. Cada pista, cada idéia do delegado, por menor que sejem são capazes de deixar qualquer um louco para saber o final da história e até mesmo se estava realmente certo em relação ao seu palpite sobre o verdadeiro assassino – que acreditem, são capazes de mudar a todo o instante!

Paulo Levy conseguiu criar uma história tão apreensiva que você não consegue largar um minuto sequer! Já fora publicado uma outra aventura do delegado Dornelas, Morte na Flip, o qual estou super ansioso para ler!

Resenhado por Pedro Martins.

224 páginas, Editora Bússola, publicado no ano de 2011.


Arena dos Livros

 Nota do resenhista:[rating=5] Você é fã de crônicas? Gosta de uma escrita jovial e cotidiana, mas ao mesmo tempo cheia de detalhes? Então, com certeza vai adorar as histórias de Talita Facco, publicadas em sua estréia literária: “Crônicas românticas e outras histórias”.




   Tempo:  Para ler aos poucos degustando a leitura.

   Finalidade:  Para se divertir.

   Restrição:  Nenhuma!

   Princípios ativos:  Crônicas, Estações do Ano, Datas comemorativas, Londres.



Cônicas românticas e outras histórias, de Talita Facco

Primavera ao Inverno, do Dia das Mães ao Dia dos Pais, do Natal ao Ano Novo, em “Crônicas românticas e outras histórias”, Talita Facco, paulistana e bookaholic nata, logo em sua estréia Da literária constrói não só uma, mas várias histórias em uma só obra.
As quatro primeiras crônicas narram em terceira pessoa a história de um casal recém casado que resolve se mudar para um subúrbio de Londres, passando pelas mais diversas situações, tais como uma intriga com os vizinhos e algumas discussões durante a madrugada, nas quatro estações do ano.

“A temperatura já havia mudado, o último floco de neve derreteu há muito e uma nova estação começou cheia de vida e força.”

“— Ora, Thomas, não me venha com bobagens, ok? Alguém terá que ir lá ainda hoje ver se eles realmente estão adequados para morar no nosso bairro!”

Os outros seis textos são sobre o cotidiano de alguns personagens vivendo as datas comemorativas mais importantes do ano, tais como o turbulento Dia das Mães da pequena Mila e o surpreendente Ano Novo da jovem Mari.

“Afinal, o ano era outro, mas estava na hora de criar novas oportunidades e, apesar daquela virada ter sido bem diferente, ela adorou.”

A primeira coisa que tenho a dizer é sobre cenário que a autora construiu em sua obra, da capital da Inglaterra ao Sudeste brasileiro. É simplesmente fantástico, realístico! Quanto aos personagens, é impossível não querer saber o que aconteceu depois com cada um deles, de cada história, além de amá-los, ficar com raiva, odiá-los algumas vezes por certas atitudes e até mesmo se identificar!

“A cena do ocorrido passava por sua cabeça e ela chorava copiosamente.”

Uma coisa que eu posso afirmar com toda a certeza é que todos os amantes do gênero literário crônica amarão esse livro. E os que não têm tanta preferência, certamente gostarão de ler e degustar boas histórias, com fatos inesperados e cotidianos.
O que acrescentar mais? Eu simplesmente adorei a obra, a escrita. Poucas páginas, mas magníficas!

Resenhado por Pedro Martins

72 páginas, Editora Multifoco, publicado no ano de 2013.

“O endereço na carta era bem claro, mas não existia:

Arcos da Lapa, número 11. Centro.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil.”

“Por obséquio, entrar de costas.”

Jo_Rowling

Certamente esse é o sonho de todo potterhead brasileiro. Isso eu posso afirmar com toda a certeza do mundo, pois sou um em nível extremo! Imaginem se a nossa querida Tia Jô construísse uma escola de magia e bruxaria aqui no Brasil? Não seria o máximo?! Pois é, a principio seria, mas, quando paramos para pensar um pouco mais a fundo, será que tal escola brasileira, se pensada pela Tia Jô, ficaria tão realista quanto a tão conhecida Hogwarts?

Por mais que seja doloroso, a resposta da pergunta anterior seria não, pois a nossa J.K. Rowling, sendo britânica, ao escrever a série Harry Potter, usou como material a cultura e o folclore europeu. A cultura e o folclore que ela conhece! Ou seja, imaginem uma escola no Brasil com tais costumes e crenças britânicos . Não combinaria, né?

Mas e nosso sonho de ver escolas de magia no Brasil?! Como ficaria?

Foi então que aconteceu um fato incrível: em uma entrevista com J.K. Rowling, um fã perguntou se ela escreveria sobre uma escola de magia nos Estados Unidos e ela respondeu que não, mas que ele podia se sentir livre para criar a sua! Renata Ventura, potterhead carioca, imbuída do mesmo desejo de ver uma escola de magia e bruxaria no Brasil, aceitou o desafio e idealizou uma trama em que existem cinco escolas – uma em cada região do país – considerando que a diferença populacional entre o Brasil e a Europa é exorbitante, assim como o território físico dos locais em questão. Então ela se envolveu em profunda pesquisa sobre a cultura e o folclore nacional, imaginando uma escola dentro da NOSSA cultura, considerando o tamanho do nosso país, a riquíssima história brasileira, o folclore e os preconceitos sociais que temos!

Renata_Ventura

Feita essa pesquisa, a autora brasileira então decidiu seguir um caminho oposto ao de Jô, escolhendo colocar um anti-herói como personagem principal! Imaginem um Snape como protagonista! *-* Só que com um tempero bem mais carioca!

O resultado foi o maravilhoso livro “A Arma Escarlate” com 488 páginas, publicado atualmente pela editora Novo Século, depois de se esgotar em sua primeira tiragem de 1.500 exemplares (pelo selo Novos Talentos) ainda na bienal de 2012, em São Paulo. Como era de se imaginar, a obra está sendo muitíssimo elogiada por todos que a leram!

Hugo Escarlate é um protagonista muito mais agressivo, impulsivo e arrogante do que a maioria dos que estamos acostumados, e isso torna tudo no livro muito legal. Imagine um jovem desses com uma varinha nas mãos . Não preciso nem dizer que o resultado beira o catastrófico!

Hugo, após descobrir-se bruxo, percebe que isso pode salvar sua vida e foge da favela Santa Marta e dos traficantes para a escola carioca de bruxaria – localizada dentro do Corcovado! – imaginem o tamanho dessa escola… o.0

Lá, logo de início, nos deparamos com vários tipos de alunos e professores: uns muito tradicionalistas, querendo sempre seguir o padrão europeu (como a “gangue” dos Anjos), e outros, que praticamente tem pavor disso, e tentam ser mais originais, como é o caso de Viny Y-Piranga, um dos personagens mais amados do livro, e integrante dos Pixies, a “gangue” adversária. Isso acaba fazendo com que nós, leitores, nos apeguemos mais a alguns personagens do que a outros, e ainda sintamos raiva de alguns, o que na verdade é ótimo, pois isso mostra o quão boa é a narrativa da autora!

Além dos feitiços que aparecem no livro serem em Tupi, Guarani e Iorubá, os sotaques dos personagens são uma atração à parte! Como a Korkovado recebe alunos da região sudeste inteira, a grande diversidade de linguajares entre alunos mineiros, cariocas, paulistas e capixabas torna tudo ainda mais realista e, por que não, divertido! Sem contar o professor gaúcho, que é incrível.

“Aqui, aquilo que ocê fez na loja foi bão demais da conta! Sabe que a dona ficou tão distraída que nem cobrou extra pela caixinha especial que eu levei?”

Usar dialetos regionais em diálogos é algo muito comum nos livros estrangeiros, mas quando esses livros chegam ao Brasil, eles infelizmente são traduzidos ao português padrão e perdem toda a sua mágica! (É o caso do nosso Hagrid, que tem um sotaque maravilhosamente pesado no original, e, aqui, fala um português perfeitinho…).

Em minha opinião, Renata fez muito bem em adicionar nossos sotaques e dialetos porque, além de enriquecer a obra ainda mais, nós sentimos que os bruxinhos do livro são como a gente! Nos identificamos mais ainda com eles!

A obra é simplesmente fantástica, porque consegue falar do Brasil – dos nossos problemas e qualidades – e falar de magia ao mesmo tempo! Consegue divertir e nos fazer pensar! Em suma, é uma obra que merece ser lida por todos!
E como é bom saber que a magia não acabou. *-*

O segundo volume da saga intitulado de “A Comissão Chapeleira” será lançado ainda esse ano e já está mexendo com os nervos dos fãs . Com tamanha expectativa, um deles chegou a criar uma capa para este segundo volume que durante algum tempo acreditou-se ser a oficial. Mas é importante deixar bem claro que a capa oficial de “A Comissão Chapeleira” ainda não foi revelada pela editora, como já dissemos anteriormente aqui (hiperlink pro post).

Indico não só a potterheads, que irão encontrar várias referências maravilhosas a alguns eventos de HP (dica: preste atenção na data em que a estoria se passa), como também a leitores amantes de literatura fantástica, e é claro, a quem gosta de uma boa história! Pois sobretudo, Renata Ventura se mostra uma excelente contadora de histórias, capaz de despertar emoções diversas nos leitores a cada capítulo e de maneira distinta para cada personagem.

“…tivera notícias de que a Grã-Bretanha estava na iminência de ser destruída por um psicopata assassino e sua gangue.”

 

Resenhado por Pedro Martins
Revisado por Ana Leme.

Saiba mais sobre a autora através deste link e confira também o nosso podcast com a autora aqui.

Nota do resenhista:[rating=5] Você usa o YouTube como forma de lazer e entretenimento? Acompanha seus vloggers e seus vlogs favoritos? Nessa obra você acompanhará o surgimento do mais conhecido do Brasil, em uma visão de quem sempre esteve nos bastidores, por trás da câmera!

“Minha paixão pela vida artística, mais minha paixão pela internet só poderiam resultar em uma coisa: a vontade de misturar arte com internet.”




   Tempo: Para ler de um tiro só no fim de semana.

   Finalidade: Para refletir.

   Restrição: Para quem não gosta de coisas moderninhas.

   Princípios ativos: Internet, Vlogs, Não faz Sentido, Felipe Neto, Internet.



Não Faz Sentido – Por trás da Câmera, por Felipe Neto.

Você provavelmente conhece o “Não Faz Sentido”, e se lembra da sua explosão de sucesso em meados de 2010, quando vídeos sobre “Crepúsculo” e “Gente Colorida”, por exemplo, foram ao ar, fazendo com que muitas pessoas ficassem com raiva e até odiassem Felipe Neto, o maior vlogger do Brasil.

“A verdade é que aconteceu o inverso do que os fãs de Cine e Restart queriam. Em suas ingenuidades, tadinhos, eles acabaram sendo os maiores divulgadores que o Não faz Sentido já teve.”

Em sua estréia literária, Felipe expõe a sua outra face, sem os óculos escuros, e nos conta tudo sobre o “Não Faz Sentido”, desde o seu processo de criação, até o seu auge, passando por difíceis momentos, acompanhados de diversas críticas negativas e o levando a depressão.
Se você é um youtuber, além da possibilidade de degustar uma leitura prazerosa, ainda poderá extrair diversas dicas e conselhos. Se você acompanha o trabalho de Felipe e o admira, também deve ler. Mas se você é uma daquelas pessoas fãs de vários temas já criticados, e morre de raiva dele, em minha opinião você é a pessoa que COM CERTEZA deve ler! Por quê? Pois em sua obra, Felipe tem a oportunidade de explicar tudo, dizendo o que é verdade e o que não é, defender a sua opinião com argumentos – bem convincentes e que fazem todo sentido -, como a imprensa o detonou e, por exemplo, que o vídeo “Fiukar” não tem como alvo somente o Fiuk!

“Qualquer pessoa que comece a produzir conteúdo para na internet, tendo como objetivos únicos a fama e o dinheiro já está fadada ao fracasso”

Quanto à escrita em primeira pessoa de Felipe Neto, eu não tenho nem o que falar, pois ela é fantástica: essencial para o enredo do livro, com um toque de humor, aparentemente super sincera e ainda com uma interação para com o leitor!

“Longe de min querer dar uma de Augusto Cury, mas se eu tenho um único conselho para dar é este: levanta essa bunda e vai realizar as idéias que você tem na cabeça, seja elas quais forem.”

A edição do livro faz jus a escrita, pois além de papel pólen, letras grandes e espaçamento duplo, a forma como a editora diagramou a obra é incrível, sendo que a parte que eu mais gostei foram os símbolos QR Code em cada fim de capítulo, dando acesso aos vídeos citados no mesmo.

Resenhado por Pedro Martins.

271 páginas, Editora Casa da Palavra, publicado no ano de 2013.

Nota do resenhista:[rating=2] Com uma Nova Ordem ainda mais brutal e O Único ainda mais disposto a realizar tudo para alcançar seus objetivos, “O Dom” parece ter uma história incrível, mas não é realmente assim.

“Achava que a Nova Ordem tinha banido toda a forma de arte, mas estava errada: a fina arte da tortura humana está viva aqui e passa bem.”




   Tempo: Para ler de um tiro só no fim de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição:  Para quem não gosta de perder tempo com narrativas que se enrolam.

   Princípios ativos: Fantasia, Bruxos, Magia, Aventura e Mistério.


O Dom, por James Patterson e Ned Rust

Na continuação da série “Bruxos e Bruxas”, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, continuam fugindo da perseguição do Único que é Único e do regime totalitário e brutal denominado Nova Ordem, que oprime a música, a internet, os livros, a arte ou a beleza. Agora, além de eles estarem sem Margô e Célia, estão também sem nenhuma informação do paradeiro de seus pais, que a essa altura provavelmente já estão mortos.
O livro se inicia, assim como o anterior, com uma cena bem impactante, uma execução. Logo eu já previa que me interessaria e gostaria de “O Dom”, ao contrário do que aconteceu em “Bruxos e Bruxas”. Nessa continuação Whit e Wisty já sabem controlar melhor os seus poderes. O Único está atrás de um Dom que Wisty possui, e ele irá fazer de tudo para consegui-lo.
Porém, toda essa ansiedade e pensamento de que eu iria gostar do livro foi embora nas próximas páginas. Eu me enganei, a história realmente não evolui nada. Primeiramente, um ponto que me indignou muito foi o fato dos irmãos aceitarem a sua magia muito facilmente, o que acontece no primeiro volume também. Ficou artificial. Explicando melhor: os acontecimentos mágicos acontecem simplesmente do nada, sem nenhum dos dois realizar algo, e eles aceitam. Então, para um fã de histórias de magia, isso com certeza prejudica muito a história.

“Damos saltos cada vez maiores e mais altos, até termos penas e patas. Somos parte leão, parte pássaro… nos transformamos num grifo.”

É bem difícil dizer o porquê de eu não ter gostado de “O Dom”, simplesmente não senti nada ao terminar de lê-lo, como se esse não fosse fazer falta quando eu ler o terceiro da série, pois em minha opinião a narrativa se enrola, não acontece nada de mais. “Bruxos e Bruxas” ainda tinha uma premissa legal, e apesar de não ser bem construído, a história não andou em círculos.
Nessa obra, James Patterson não escreve mais com Gabrielle Charbonet e sim com Ned Rust. O motivo da troca eu não sei, mas a estrutura da narrativa se mantém em pequenos capítulos narrados alternadamente pelos irmãos em 1ª pessoa.
Os personagens não evoluíram, continuam com as mesmas piadinhas sem graça e às vezes são irritantes.

“- Vou virar tendência. Isso aqui, mano, é estilo “Resistência Chique”. Com certeza vai pegar.
Whit dá uma risadinha. Não espero que ele me entenda, pois ele gosta de meninas cheias de curvas e cabelos de princesa.”

Quanto à edição feita pela Editora Novo Conceito, ela se mantém a mesma, fantástica! A capa é emborrachada, com o título metalizado e a palavra D em alto relevo. As páginas são produzidas em papel pólen e possuem uma tipografia altamente agradável de ler, com fonte tamanho 12 e espaçamento duplo.
Mesmo não tendo gostado desse livro, pretendo ler os próximos e resenhá-los, pois, apesar de não ter muita esperança de melhorias significativas, estou curioso para saber o final da história!
Vocês já leram algum dos livros da série? Gostaram? Deixe nos comentários para que possamos discutir sobre isso!

Resenhado por Pedro Martins.

285 páginas, Editora Novo Conceito, publicado no ano de 2013.
*Título Original: The Gift.

Nota do resenhista:[rating=5] Você provavelmente já ouviu falar do Super-Homem, um dos maiores super heróis de todos os tempos, mas muito provavelmente não conhece a história que antecede a sua chegada ao Planeta Terra, quando o pequeno veio em uma nave praticamente afugentado de sua terra natal.




   Tempo: Para ler de uma vez só no fim de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição: Para quem não gosta de romances de ficção cientifica.

   Princípios ativos: Super Heróis, Ficção Cientifica, Aventura, Politica, Traição.



Os Últimos dias de Krypton, por Kevin J. Anderson.

Antes do pequeno Kal-El, filho de Jor-El, um cientista altamente respeitado, e de Lara, uma artista e historiadora nata, ser enviado à Terra, com o intuito de fugir da catástrofe e da destruição, o seu planeta natal, Krypton, prosperava e era, para alguns, uma sociedade utópica, – com baixos índices de criminalidade, repleto de tecnologia e paisagens exuberantes.
Jor-El sempre foi fascinado pela ciência, assim como seu irmão Zor-El e seu pai Yar-El, procurando sempre desenvolver novas tecnologias e invenções com o puro intuito de ajudar a melhorar cada vez mais o seu planeta, mas infelizmente sempre foi barrado pelo Comissário Zod, líder da Comissão para Aceitação da Tecnologia.

“Em instantes, se a experiência funcionasse, Jor-El abriria uma porta para outra dimensão, um universo paralelo, talvez até mais do que um.”

No início do livro, Jor-El e Lara ainda não se conhecem; em uma ocasião inusitada, além de se apaixonarem, tudo começa a acontecer: a chegada de um alienígena desencadeia alguns fatos terríveis, tais como a grande chance de Zod para subir ao poder e o início da ruina de Krypton.

“- É aquilo para o que Zor-El vem nos alertando… a ciência que o Conselho não levou a sério.”

Eu confesso que comecei a ler essa obra meio que com o pé atrás, como diz o ditado. Muitos nomes, acontecimentos simultâneos e até mesmo a presença de uma leve linguagem cientifica me deixaram assustado. Mas Kevin J. Anderson, com uma narrativa agradável e viciante, consegue muito bem nos apresentar uma história intrigante envolvendo política, conspiração, traição, drama, romance, aventura e muita ação.
Os tantos personagens presentes no romance são muito bem construídos, sendo impossível não se apegar a amável Lara e odiar com todas as forças o Comissário Zod, por exemplo. Visitar Kandor, Borga City, Argo City, dentre outros cenários presentes na obra é uma experiência ótima, sendo esses muito bem construídos também!
A editora Fantasy, por sua vez, está de parabéns quanto a bela edição feita na obra. Além de papel pólen e uma tipografia agradável de se ler, eu particularmente não achei erros ortográficos ou de concordância no texto.
Se você é fã das histórias em quadrinhos e dos filmes do Super-Homem, decididamente não pode ficar sem ler “Os Últimos dias de Krypton”, mas se não é, sinta-se convidado à entrar no universo e se surpreender muito positivamente, como aconteceu comigo!

Resenhado por Pedro Martins.

460 páginas, Editora Fantasy – Casa da Palavra, publicado no ano de 2013.
*Título Original: The last days of Krypton.

Nota do resenhista: [rating=3]Como a própria premissa diz, apesar de parecer o século 17, não é. É o governo da Nova Ordem, no qual você é retirado de sua casa, preso e acusado de bruxaria.

Bruxos e Bruxas é um romance com uma mitologia de fato muito boa, mas com uma construção um tanto inadequada.



   Tempo: Para ler de um tiro só no final de semana.

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira.

   Restrição: Para quem não gosta de coisas moderninhas.

   Princípios ativos: Fantasia, Bruxos, Magia, Aventura e Mistério.


Bruxos e Bruxas, por James Patterson e Gabrielle Charbonet.

Whitford e Wisteria são irmãos, que brigam como outros quaisquer, mas que no fundo se amam. Inesperadamente, em uma noite qualquer, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, têm sua residência invadida por soldados do grupo denominado Nova Ordem, que assumiu o controle político recentemente. O pesadelo só estava começando. As centenas de soldados da N.O. sequestram os irmãos e os levam para um reformatório, que posteriormente Whit percebe ser na verdade um antigo hospital psiquiátrico.
O regime totalitarista Nova Ordem é regido por um bruxo que odeia os seus iguais, chamado “O Único que é Único”. Nesse regime existem pessoas denominadas “Únicas” para comandarem cada área governamental, como “O Único que Julga” ou “O Único que Faz”. O regime também oprime a música, a internet, os livros, a arte ou a beleza.
Whit, o até então jovem de 17 anos super popular dentro da escola, juntamente com sua irmã Wisty, de 15 anos, ficam se perguntando o que fizeram de tão errado para tudo aquilo. A acusação é simples e única: bruxaria.
Os irmãos ficam abismados com a acusação, pois eles próprios não sabiam que eram bruxos, mas essa idéia logo é dissolvida. Na prisão, coisas estranhas começam a acontecer: a irmã mais nova, Wisty, entra em combustão diversas vezes, brilha e até mesmo flutua durante o sono, já Whit, o irmão mais velho, consegue se comunicar com os “Meia-Luzes” – pessoas que já morreram.
A estória se inicia com uma cena de fato bem impactante e assustadora, a execução da família Allgood. A principio, o leitor não sabe quando isso aconteceu. O que o leva a ter mais interesse ainda pela trama.

Apesar de a premissa ser realmente interessante, o modo como o autor nos transmite a história – em pequenos capítulos narrados alternadamente pelos irmãos em 1º pessoa – não me agradou muito, pois não consegui me apegar aos personagens, esses em minha opinião não foram muito bem construídos e explorados, assim dizendo. O fato de os irmãos simplesmente aceitarem tão facilmente e rapidamente que são bruxos também me incomodou muito, pois isso quebrou totalmente a realidade da obra, apesar de ela ser fictícia.
Em contrapartida a tais aspectos, a edição produzida pela Editora Novo Conceito é simplesmente fantástica, desde sua capa – com efeitos em alto relevo e uma arte realmente bonita – até a composição das páginas – produzidas em papel pólen com uma tipografia altamente agradável de ler, com fonte tamanho 12 e espaçamento duplo. Algo que todos os bookaholics tanto prezam!
Mesmo com tantas características negativas, não vou negar que estou ansioso pela continuação, contudo, como o livro faz parte de uma série, prefiro acreditar que isso seja mais trabalhado nos próximos volumes!

Resenhado por Pedro Martins.

287 páginas, Editora Novo Conceito, publicado no ano de 2013.
*Título Original: Witch & Wizard.

Entrevistamos recentemente o escritor Paulo Levy, autor de Réquiem para um Assassino e Morte na Flip, dois romances policiais consagrados por várias revistas, blogs e jornais.

Revista Veja
“Fã dos detetives clássicos como o Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle e o Hercule Poirot de Agatha Christie, neste primeiro romance policial (Réquiem para um assassino) Paulo Levy faz jus a esses grandes modelos.”

Diário da Manhã – Goiania
“A cada cena, um suspense no ar. Esta é a sensação que, muitas vezes, transmite a leitura de um romance policial, o que transforma o gênero em um dos mais preferidos dos leitores, com novidades circulando capítulo a capítulo. É o caso da obra Réquiem para um Assassino.”

Diário do Comércio – São Paulo
“Novamente, como em Réquiem para um assassino, Levy se mostra um mestre no gênero policial, capaz de produzir entretenimento de alto nível.”
“Em Morte na Flip Levy revela toda sua envergadura de escritor policial de nível internacional”

Entrevista com Paulo Levy.
Por: Pedro Martins – Clube do Livro Potterish.

01 – Até o momento você já possui duas obras publicadas, antes disso você já tinha algum contato profissional com a área da literatura?
R: “Sim. Em 2000 abri a primeira editora de livros digitais do Brasil, a Escreva, que depois veio a se tornar Foglio, fruto de uma sociedade que formei com as editoras Objetiva e Campus. Depois disso, trabalhei por 5 anos na Objetiva. Fui responsável pela abertura do escritório da editora em São Paulo. De lá para cá, não larguei mais o meio editorial.”

02 – Ser escritor sempre foi um sonho ou tudo aconteceu inesperadamente?
R: “Foi um sonho de infância que permaneceu adormecido em mim até 2010, quando visitei Paraty e onde surgiu a ideia de criar um personagem policial.”

02 – Você tem algum gênero literário favorito? Possui algum escritor ou alguma obra os quais te inspiram?
R: “Gosto de boas histórias, de histórias bem contadas. Como estilo de texto gosto muito de Ernest Hemingway, Grahan Green e Paul Theroux.”

03 – Como escritor, você possui algum sonho?
R: “Viver dos meus livros.”

04 – Há boatos de que a sua primeira obra, “Réquiem para um Assassino”, vai ser adaptado para o cinema. Podemos esperar alguma coisa em relação a isso? Caso sim, como esta o andamento do projeto?
R: “Os boatos são verdadeiros. Fechei a adaptação dos livros com uma grande produtora de São Paulo. Estamos estudando se a adaptação será para o cinema ou uma mini-série para a TV.”

05 – Apesar de o Brasil ter muitos canais e blogs literários, esses na maioria das vezes estão sempre com o foco voltado para autores e obras estrangeiras. Se formos analisar a literatura Brasileira possuímos muitos nomes famosos, tais como Machado de Assis, Jorge Amado, dentre outros da atualidade. Em sua opinião, existe alguma razão para tal fato?
R: “Acredito que dois fatores contribuem para esse estrangeirismo na oferta de títulos nas livrarias: a grande oferta de autores best-sellers estrangeiros é bem maior que a brasileira e o preconceito do leitor brasileiro a respeito das obras escritas por autores nacionais.”

06 – Sabemos que o processo de criação de um livro é um trabalho extremamente árduo. Existe alguma dica que você possa dar á pessoas que sonham em se tornar escritores?
R: “Fixe uma rotina de produção diária. Crie metas de produção. Não existe arte sem disciplina.”

07 – Agora a pergunta que não quer calar: podemos esperar mais alguma aventura do delegado Dornelas?!
R: “Estou escrevendo o terceiro livro. Virá em 2014.”

08 – E para finalizar, você gostaria de enviar uma mensagem aos nossos leitores?
R: “Valorizem a produção literária produzida no Brasil. O mundo inteiro está de olho no que fazemos aqui. Por que nós brasileiros não fazemos o mesmo?”

Não deixem de conferir a nossa resenha sobre Réquiem para um Assassino aqui.

Nota do resenhista: [rating=5]Hoje é um grande dia para Pedro Martins! Estreando em grande estilo ele fala um pouco sobre o livro “Réquiem para um Assassino”, então não deixe de comentar!

“- E a policia militar, vai demorar? É preciso segurar essa multidão.
– Devem chegar logo. Já chamei a perícia e o IML, mas acho que eles não vão poder fazer muita coisa com a maré seca desse jeito.
– Eles vão demorar umas boas horas para chegar aqui. Se a maré subir, vamos perder algum rastro ou marca de como o corpo chegou até lá – disse o delegado apontando para as poças de água suja com natas fruta-cor. – Quanto tempo para os bombeiros?
– Meia hora, uma hora. Depende da papelada.
– Não vai dar tempo. A maré já esta subindo.”



   Tempo: Para ler de um tiro só no fim de semana;

   Finalidade: Para ficar na ponta da cadeira;

   Restrição: Para quem não gosta de romances policiais;

   Princípios ativos: Investigação, política, comércio local, tráfico de drogas, prostituição.


 Réquiem Para Um Assassino, por Paulo Levy

Parecia uma manhã qualquer em Palmyra, cidade histórica com poucos habitantes situada ao litoral do Rio de Janeiro. Quando o delegado Joaquim Dornelas, ao sair para o trabalho, percebe um movimento estranho nas ruas. Diante da Igreja de Santa Teresa e da Antiga Cadeia, no Centro Histórico, a população observa o corpo de um homem atolado na lama seca do canal. O problema é que não há pistas nenhuma sobre como esse assassinato ocorrera e muito menos qual fora o seu motivo. O corpo não apresenta sinais algum de violência, ferimentos, nada, apenas um band-aid na dobra interna do braço esquerdo.

A partir das informações obtidas, que são quase nulas, Joaquim Dornelas – amante de cachaça e mingau de farinha láctea – parte para o trabalho duro em cima da investigação do “Crime do Mangue”. Ao longo da história, Dornelas se mostra um excelente profissional, um investigador incrível, mas apesar de tudo, com uma vida pessoal conturbada e cheia de problemas, associados á recente separação com a mulher e a mudança desta com seus dois filhos para uma cidade longínqua.

Um dos aspectos positivos na trama é a abordagem dos diversos problemas sociais presentes atualmente no nosso país. O autor consegue retrata-los muito bem, algumas vezes de uma forma irônica. Durante sua investigação, Dornelas é obrigado a se envolver com políticos, traficantes de drogas, prostitutas e uma comunidade de pescadores, onde todos eles de alguma forma parecem estar emaranhados com o crime. Os personagens são muito bem explorados, juntamente com o cenário, cheio de pontos turísticos famosos os quais alguns leitores certamente serão capazes de reconhecer!

Réquiem para um Assassino é o livro de estréia do ex-publicitário Paulo Levy. Engana-se quem pensa que por ser um livro de estréia a obra não seja boa, pois é ótima, digna de cinco estrelas. Cada pista, cada idéia do delegado, por menor que sejem são capazes de deixar qualquer um louco para saber o final da história e até mesmo se estava realmente certo em relação ao seu palpite sobre o verdadeiro assassino – que acreditem, são capazes de mudar a todo o instante!

Paulo Levy conseguiu criar uma história tão apreensiva que você não consegue largar um minuto sequer! Já fora publicado uma outra aventura do delegado Dornelas, Morte na Flip, o qual estou super ansioso para ler!

Resenhado por Pedro Martins.

224 páginas, Editora Bússola, publicado no ano de 2011.

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