Se tem uma coisa inegável no que se refere à literatura para jovens no século XXI é que determinados gêneros exercem um fascínio tamanho a ponto de dominar prateleiras mundo afora por determinado período. Geralmente, essa linha parte de algum ser específico da fantasia, algo vindo de um lugar quase utópico no qual sonhamos nos aventurar. Mas, como para toda regra existe uma exceção, às vezes o que segue essa mesma linha de domínio literário vem de algo que é justamente o oposto… um mundo distópico.

Depois de bem sucedidas distopias juvenis como Jogos Vorazes, chegou a vez de uma autora estreante explodir no cenário da litaratura americana: Veronica Roth, e sua trilogia iniciada com Divergente, que se passa numa versão futurista da cidade de Chicago sob a ótica também narrada no Presente – e de forma eletrizante – por uma garota com o poder de fazer grandes escolhas nas mãos.

Leia a resenha de Natallie Alcantara e nos conte suas impressões nos comentários!

“Divergente”, de Veronica Roth

Tempo: para ler de um tiro só no fim de semana.
Finalidade: para pensar.
Restrição: para quem não gosta de perder tempo com coisas moderninhas.
Princípios ativos: Facções, Chicago, Distopia, Divergência, Escolhas.

Uma realidade futurista, cinco facções, uma menina, uma escolha. Tudo se definirá a essa escolha, pois ela definirá a que lado pertence sua lealdade. Beatrice Prior precisa escolher a qual facção pertence, e ao fazer isso, determinará o rumo de sua própria vida. O que ela não sabe é que sua escolha também definirá a vida de todos ao seu redor. DIVERGENTE_1343154852P Em uma Chicago futurista, a sociedade se divide nas seguintes facções: Amizade, Audácia, Abnegação, Erudição e Franqueza. Chegou o dia em que Beatrice e seu irmão Caleb, da Abnegação (assim como seus pais), irão fazer o teste de aptidão para descobrir a qual facção eles deverão pertencer no futuro. Durante o teste, em que são simuladas situações que determinarão uma aptidão ou qualidade que se sobressai naquele individuo (qualidade ou aptidão essas que determinariam sua facção), os resultados de Beatrice são inconclusivos: ela apresenta resultados indicativos de que pode pertencer à Abnegação, à Audácia e à Erudição. O problema está no fato de que pessoas que apresentam esse tipo de resultado são chamadas Divergentes. Beatrice não tem ideia do que significa isso e por quê ela deve guardar segredo sobre seu teste. No dia da Cerimônia de Escolha, sua escolha é a Audácia. Conformada e ao mesmo tempo relutante por ter que dar adeus à sua família, Beatrice, agora Tris, começa o treinamento que fará com que ela se torne definitivamente uma pessoa da Audácia. Os desafios são muitos, mas ela encontra amigos em Will e Cristina e algo que não esperava em Quatro… Durante o treinamento, Tris descobre que nem tudo é o que parece; que a sociedade não é perfeita como imaginava. E que seu segredo pode matá-la. Ou ajudá-la a salvar aqueles que ela mais ama.

A moda agora é o gênero distópico. Depois da trilogia Jogos Vorazes, foi muito fácil me “adaptar” à leitura deste livro. A história consegue envolver o leitor. A mesma adrenalina que pulsa no sangue de Tris corre pelas veias de quem está lendo, porque o livro é quase pura ação. Mesmo existindo momentos tristes e suaves, é a tensão que predomina. Veronica Roth consegue com sucesso manter o leitor conectado à história através do segredo de Tris (pois senti a mesma urgência em guardar o segredo dela). O fato de o livro ser narrado em primeira pessoa também é um ponto a favor, pois faz com que o leitor também sinta toda a tensão, o medo, alegria, revolta e tristeza de Tris. Uma distopia arrepiante e envolvente. Mal posso esperar por sua continuação.

Resenhado por Natallie Alcantara

502 páginas, Editora Rocco Jovens Leitores, publicado em 2012. *Título original: Divergent.

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